A interferência e manipulação eleitoral estrangeira não é incomum na história de eleições democráticas. Em 1796, o presidente americano George Washington reclamava da interferência francesa no processo eleitoral americano. Desde o início do século XX tem havido reiteradas denúncias de interferência americana, governo e corporações nos países da América Central. Recentemente, em dezembro de 2024, o principal tribunal constitucional da Romênia cancelou dramaticamente as eleições presidenciais depois que os serviços de segurança alertaram que o governo russo estava promovendo ataques virtuais agressivos contra o processo eleitoral do país do Leste Europeu.
ARTICULISTA DO DIA
Olga LustosaO combate à interferência estrangeira nas eleições de 2026
Por Olga Lustosa 30/03/2025, 05h:00 – Atualizado: 30/03/2025, 08h:09https://www.facebook.com/plugins/like.php?app_id=1393828624201403&channel=https%3A%2F%2Fstaticxx.facebook.com%2Fx%2Fconnect%2Fxd_arbiter%2F%3Fversion%3D46%23cb%3Df288be4b8e1542d4e%26domain%3Dwww.rdnews.com.br%26is_canvas%3Dfalse%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Fwww.rdnews.com.br%252Ff0f582888bc8f6b81%26relation%3Dparent.parent&container_width=0&href=https%3A%2F%2Fwww.rdnews.com.br%2Fcolunistas%2Folga-lustosa%2Fo-combate-a-interferencia-estrangeira-nas-eleicoes-de-2026%2F209104&layout=button_count&locale=pt_BR&sdk=joey

Ainterferência e manipulação eleitoral estrangeira não é incomum na história de eleições democráticas. Em 1796, o presidente americano George Washington reclamava da interferência francesa no processo eleitoral americano. Desde o início do século XX tem havido reiteradas denúncias de interferência americana, governo e corporações nos países da América Central. Recentemente, em dezembro de 2024, o principal tribunal constitucional da Romênia cancelou dramaticamente as eleições presidenciais depois que os serviços de segurança alertaram que o governo russo estava promovendo ataques virtuais agressivos contra o processo eleitoral do país do Leste Europeu.
A Rússia, de acordo com avaliações da inteligência americana, trabalhou com o objetivo de apoiar a candidatura do presidente Donald Trump ano passado. Um grupo russo chamado Storm-1516 foi rastreado pela Microsoft, tentando agir para favorecer Donald Trump. A Rússia, também foi pega contratando secretamente um grupo de comentadores americanos conservadores, empregados através de uma plataforma digital de fachada, para publicar dezenas de vídeos com comentários políticos e notícias falsas, favoráveis a Trump.
Na Alemanha, o governo negou veementemente as alegações do presidente do comitê de inteligência do Parlamento Federal de que a recente eleição federal do país, ocorrida em 23 de fevereiro, passado, foi manipulada por atores estrangeiros. O advogado e político alemão, Konstantin von Notz, do Partido Verde, disse ao jornal Financial Times que houve influência ilegítima no processo de tomada de decisão na última eleição e que o governo alemão tinha que reconhecer que as eleições foram manipuladas com sucesso.
O governo alemão negou, reforçou a negação em todos os canais que pode, porém, um porta-voz do Ministério Federal do Interior e Assuntos Internos admitiu, que não houve interferência no processo eleitoral durante a eleição federal, no sentido de fraude, mas que no período que antecedeu a eleição federal e até sua véspera, houve inúmeras tentativas de influência estrangeira no espaço da informação, com objetivo de quebrar a confiança do povo no processo e influenciar a direção do voto, sobretudo dos eleitores mais qualificados. Apontou o governo russo de haver realizado várias operações no espaço de informação, usando meios clandestinos online.
2026 vem aí com muito mais requinte e não podemos subestimar o impacto da divulgação de vídeos falsos, de notícias pessoais requentadas para manchar a reputação dos candidatos, menos ainda, podemos subestimar o impacto da interferência de ricaços brasileiros e sobretudo americanos no convencimento da direção do voto, num estado que sequer sabem onde se localiza.
A próxima eleição presidencial brasileira (2026) pode ser palco de uma guerra entre tecnologia, notícias falsas e interferência de estrangeiros, no caso, o bilionário Elon Musk e Presidente Donald Trump, assim esperam muitos do núcleo mais próximo de Bolsonaro. Musk já se posicionou no cenário político brasileiro e já desafiou a justiça para defender que discursos de ódio e fake news proliferassem na sua rede social. Há também esperança de que a megaestrutura de seu satélite de comunicação possa ser usada para interromper comunicações ou facilitar ataques cibernéticos ao processo eleitoral no Brasil.
Enfim, já nomearam Elon Musk como o outsider que tentará manipular as eleições brasileiras em 2026. Na contramão, há o fato de que as mídias sociais mais usadas no Brasil, que podem realmente influenciar o tráfego de informações são todas da Meta, do Sr. Mark Zuckerberg.