Não guarde amor dentro de si

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Para onde vão as palavras que quis dizer e não tive coragem? O amor que senti e não declarei? Onde estão os momentos que planejei e não vivi? O abraço que eu quis sentir e me encolhi?

Evitamos refletir sobre as perdas ocasionadas pelo silêncio porque tememos que isso nos deprima. Mas, suponho que seja o contrário, esse fato deve nos motivar a dizer o significado que as pessoas e as coisas ocupam em nossas vidas. Palavras não ditas se perdem, amores não vividos se vão e por que não abrimos o coração?

Qual é a importância de uma escolha? Quantas vezes escolhemos nossos caminhos sem nos darmos conta do impacto que uma simples escolha pode representar em nossa vida? Quantas vezes, no impulso de resolver algo que nos inquieta, tomamos uma decisão sem pensar nas consequências? Cada uma das escolhas que fazemos, até mesmo aquelas que parecem não ter importância, gera consequências que nos acompanham por toda a existência. Por isso, é fundamental que cada escolha seja feita conscientemente, porque elas definirão nosso futuro.

Nada na vida é aleatório ou por acaso. Todas as experiências e oportunidades são seguidas de escolhas, que depois de feitas fecha um ciclo. Reparo que estamos sempre indecisos e querendo voltar a atrás. Eu gostaria de dizer que ainda penso em você, eu não deveria ter deixado você ir…reflexos das escolhas equivocadas, da opção pelo que causa dor e arrependimento. Cada vez que fazemos uma opção, estamos redefinindo nosso caminho.

Muitas vezes por desconforto não nos olhamos nos olhos, mas ficamos a imaginar as coisas belas que devem passar pela cabeça do outro, mas será que são coisas belas ou sentimentos conflitantes? Como saber se não falar, se não ouvir? Como saber se não tentar?

Não adianta resignar-se e querer levantar-se depois. Não hesite em falar com as pessoas o quanto as ama. Eles merecem saber que eles dão sentido à sua vida. Eles merecem saber o que você acha do mundo deles. Fale também consigo mesmo, sobre suas atitudes, sonhos, porque nunca sabemos quando tudo vai mudar, quando grandes oportunidades vão passar, quando tudo que nós temos como concedido nos será tirado.

Não guarde sentimentos tampouco ressentimentos. A vida acontece agora. E o amor raramente conhece sua própria profundidade até que seja tirado.

Certo ou errado?

“A mente, como o paraquedas, funciona melhor quando aberta”

 (frase antiga, cuja autoria é atribuída a muitos)

Sempre que estamos prestes a tomar uma decisão difícil, pensamos sobre qual seria o melhor caminho a seguir, estabelecidos em argumentos fundamentados pela crença, pela cultura, pela família e tantos outros valores agregados, que instituem a formação moral de uma pessoa. Na simplicidade de muitos, uma divindade define o que é certo ou errado, e para facilitar a compreensão, eu diria que estou sempre certa e é fundamentalmente bom acreditar que o outro está sempre errado porque nossas teorias contradizem umas as outras. Percebe-se que o certo e o errado são julgamentos de valores relativos.

O mal-entendido dentro de nós que diz que algo é certo ou errado é simplesmente a soma dos ensinamentos  transmitido por nossos pais, pela mídia, amigos e extraído também da consciência social, por isso este sentimento interno de pressão para fazer as coisas consideradas certas, isso posto aqui, sem valorar o que é certo e errado, pode equivocar o destino real de nossas vidas, nos desconectando do que somos verdadeiramente.

Eu não acho que o certo e o errado existem, são apenas rótulos colocados sobre os comportamentos alheios e nossos. A vida toda tentamos agradar, seguir regras, ser exemplos, ter boas maneiras, não perder a paciência. Lutamos não só com o que, de fato, devemos fazer, mas com a forma como o mundo em que estamos inseridos nos reconhece. Preferimos passar horas tentando provar um ao outro quem está certo ou errado.

Mesmo na pós-modernidade os padrões morais são decididos por coerção e consenso. A moralidade não está ligada a Deus ou leis naturais; os sistemas éticos estão construídos dentro das sociedades. Cada cultura tem seu próprio conjunto de padrões morais decorrente das diversas influências dentro de cada grupo em particular. Mais ainda, a moralidade não está estagnada; ela muda, se adapta e está em constante evolução.

Eu quero importar-me cada vez menos com os julgamentos que forem concebidos sem avaliar o meu grau de coragem, de compaixão, de honestidade e de verdade. Deixo para outros a dureza do preto ou branco, do certo ou errado. Entre manter-me entrincheirada medindo valores alheios, decido permanecer aberta e curiosa para encontrar o que traz efetivamente a paz.

Quero viver uma vida bela. Se existem Deuses bons e justos, eles não se importarão com o quão devota eu tenha sido, mas me acolherão baseados nas minhas virtudes. Se há Deuses que não sejam justos, nem devo adorá-los. Mas se não há Deuses e eu tiver vivido uma vida nobre, quando partir, permanecerei na memória dos meus entes queridos, parafraseando Marcus Aurelius, imperador romano.

Os três tipos de preguiça

O ócio é, em certos casos,  a liberdade de ter o tempo sob seu controle. Aristóteles acreditava que a vida com tempo suficiente para ponderar o que é essencial, era mais suscetível de conduzir a felicidade do que a vida do comerciante ou do político muito ocupado.

O Budismo descreve três tipos de preguiça que devem ser combatidas: a preguiça quando não queremos fazer nada e preferimos ficar na cama, por apatia; a preguiça quando nos sentirmos incapazes de realizar algo e protelamos por insegurança e medo de falhar e o terceiro tipo de preguiça é estar demasiadamente ocupado com as coisas mundanas, nos mantendo ocupados para evitar a solidão, para não estarmos frente a frente com nossos problemas, com nossa própria intimidade. É a preguiça de interiorizar-se, de compreender profundamente o movimento natural da vida, do universo, sua natureza e como esta opera.

Há caminhos alternativos entre as classificações de preguiça. São os momentos em que damos espaço para a contemplação, para o afloramento dos sentimentos e emoções conturbados pela barulheira do mundo exterior. Precisamos exercitar o “fazer nada”, que nos remete ao encontro de quem somos e não do que fazemos. Embora não seja esta uma visão da contemporaneidade, pois que, a vida ativa é o modelo dominante, certa dose de preguiça pode ser bom para a saúde.

Lembro-me do sociólogo italiano Domenico de Masi, defensor da tese do ócio criativo, como uma forma de estimularmos a criatividade, que nos levaria a romper com os padrões rígidos impostos pelas nossas obrigações. Em seu livro, ele cita Platão e as condições de vida consideradas ideais pelo filósofo em O banquete: “Conviver com um grupo de amigos criativos, paixão pela beleza e pela verdade, liberdade carismática e tempo à disposição sem a angústia de prazos e vencimentos improrrogáveis. Felicidade, afinal, consiste também no fato de não ter prazos a cumprir. Precisamos, portanto, nos educar para gozar a vida e não, apenas, para exercermos profissões”.

Os quatro Bardos

Bardo é uma palavra tibetana que significa transição.

Nada é permanente e todos passamos por períodos de transição, períodos de grandes incertezas. A vida é um intervalo entre nascimento e morte. A experiência do bardo acontece ai, o tempo todo que vivemos. Nossa existência é dividida em quatro realidades, quatro bardos:  O bardo desta vida, todo período do nascimento até a morte; o bardo doloroso da morte, o bardo luminoso do pós morte e o bardo cármico, do renascimento, ou do que viremos a ser.

Nesse mundo turbulento que estamos inseridos, vivemos o bardo da nossa existência fragmentada e ameaçada. Muitos de nós não entendemos à impermanência que permeia todos os lados da vida. A transitoriedade da vida nos mostra que toda segurança material que lutamos tanto para adquirir pode desaparecer num piscar de olhos. Embora a mudança constante possa nos fazer infelizes, a roda da existência gira implacável, mesmo em meio a raios de agonia. Nossas emoções fluem como água e levam para o buraco as experiências que acumulamos, as respostas óbvias que tínhamos para tudo. A história tem provado uma e outra vez e vai continuar provando que nada neste mundo é duradouro. Todas as coisas com as quais nos agarramos se transformam, resplandecem ou acabam.

Tantas lições para aprender! Eventualmente nos agarramos ao que nos parece permanente, confiável e imutável.  No mundo físico, pensamos em rochas e montanhas como coisas imutáveis. No entanto, a ação do tempo provoca grandes mudanças nas formações rochosas. 

O que é que faz com que a transitoriedade difunda tanto terror em nossas vidas? Talvez porque seja inegociável.

Nenhuma opção senão aceitar humildemente que nada podemos fazer para mudar o que é inegociável. Mesmo tomados por sensação estranha de súbita imobilidade, devemos seguir o fluxo da vida, nos adaptarmos as mudanças e entender que nada do que temos tem garantia de permanência. Mudanças acontecem a toda hora e com todos. Precisamos sentir, ajustar e, em seguida, aproveitar ao máximo o que a vida nos dá. Temos que aprender absorver os sentimentos de perda e tristeza, e seguir em frente com o que temos.

Emocionalmente, todos nós ansiamos pela estabilidade permanente, sonhamos com segurança financeira, família feliz, boa saúde e juventude. No entanto, enquanto nossa visão míope persistir, temos a tendência de viver relações inflexíveis no mundo flexível que nos rodeia.  Eu diria que o medo do impermanente não é de todo um problema dos jovens, porque esta geração já é definida por aquilo que é passageiro, o que é novo envelhece em um ritmo cada vez mais acelerado. A incapacidade de se comprometer, a opcionalidade, são características desta época em que tudo é vivido em alta velocidade.

Muitas pessoas assimilam bem a natureza mutável da vida, tanto que nota-se em muitos, um certo agir que parece desapaixonado.  Acredito que seja possível descobrir uma forma de felicidade também passageira, transitória, que proporcione um centro de segurança neste círculo da impermanência. Sim, pode ser possível dar uma base sólida a esse mundo incerto.   E desde que a transitoriedade é a única característica permanente das nossas vidas no planeta, devemos viver relacionados com o que é transitório porque vida e morte estão na palma da mão.

Existe beleza na tristeza

Rompimentos são desagradáveis, perdas são acontecimentos devastadores. Sentimos falta do abraço, da palavra, mas mesmo tristes, temos que ter coragem para continuar porque é assim que a vida acontece, entre momentos felizes e tristes.  Deve existir dentro de nós uma brigada de resgate para nos fazer crer que existe um mundo além da nossa dor, do desespero que nos paralisa, da falta que o outro nos faz.

Ficar se consumindo em auto piedade, em apelos dramáticos não é uma atitude emocionalmente saudável. A vida tem seus ciclos e eles se cumprem inexoravelmente! O amor, de modo geral, é incondicionalmente efêmero e muitos relacionamentos são também a base de sentimentos egoístas e passageiros. A amargura pode transformar-se em momentos doces, reflexivos, saudosos, se flexibilizarmos nosso entendimento que a saudade não é um sentimento ruim, que a tristeza não é necessariamente um estado depressivo, mas uma temporária fase de melancolia, que eu definiria como um sentimento um pouco vago, uma coisa que deixa a alma intangível, mas algo que seduz, no meio do ardor, desejo de viver e amargura do mistério e arrependimento.

E se pensarmos no todo? Só sentimos tristeza e saudade por algo que foi bom, que amamos verdadeiramente e sentimos falta. Sejamos gratos pela experiência vivida e vivamos a nova fase que acena, trabalhando muito, lendo, escrevendo, pintando, chorando, cozinhando, assistindo um filme, experimentando algo novo, praticando o que dá prazer. Esse frenesi de atividades distrai a tristeza, mesmo que não estejamos ainda curados. Vários estudos demonstraram os efeitos excelentes de exercício físico nos momentos de tristeza; sair e movimentar-se, apesar do tempo sombrio e triste no coração.

As situações de rompimento e perda servem ainda para reafirmar quem são os verdadeiros amigos, que é saudável recorrer a companhia deles, fazer-lhes confidências, pedir apoio. Muitas vezes negligenciamos os bons amigos por causa de relacionamentos que nos ocupam demais a mente e o coração. A tristeza não é uma enfermidade. É um estado de espírito, que só não pode ser usado como desculpa para estagnar, para maltratar as pessoas, para reclamar. É o momento propício para aprender. Chorar faz bem, porém, temos que parar mais cedo ou mais tarde, e em seguida, decidir o que fazer. A tristeza é boa na medida em que ajuda a refletir e nos empresta um olhar para dentro, uma luz nítida que diferencia o bem e o mal, um olhar sóbrio, que trás respostas que nem sempre gostamos. Mas, como poderemos crescer e mudar se nos olhamos e nem sempre nos enxergamos?

E, se no  entanto, entre os fatos de uma vida feliz, acontecer momentos melancólicos, não são nada senão uma pausa para refletir e pensar mais e mais profundamente sobre a qualidade dos relacionamentos que estamos vivendo, sobre os altos e baixos da vida e sobre as lições que podemos aprender, de nenhuma outra forma, senão com certa dor. Já que não podemos suprimir esses estados emocionais sofridos, façamos bom uso deles!

Quando ações e palavras não se alinham

Mahatma Gandhi escreveu que a verdadeira moralidade não consiste em seguir uma trilha batida, mas em encontrar o verdadeiro caminho para nós mesmos e sem medo segui-lo. Para encontrar novos caminhos devemos ir além do mero cumprimento das caminhadas diárias. Afinal de contas ter boas intenções e não colocá-las em prática é apenas desperdício de energia. Muitas vezes eu vi pessoas desviarem-se das críticas sobre sua conduta, fazendo falsa alegações sobre suas intenções.  Chega uma hora em que causa aborrecimento ouvir: “Eu não quis fazer o mal”. “Nunca foi minha intenção”. “Eu não sou racista”. “Eu não sou homofóbico.”

Praticamos o que somos na essência. Traídos às vezes pela linguagem corporal, nossas palavras revelam o que pensamos. Devemos então, convergir conversa e coração para o mesmo rumo. É importante ter senso de compromisso, pensar no que se fala, no que se faz. As palavras não podem ir por um lado e as atitudes por outro. Vez ou outra é bom refletir, avaliar o impacto que nossas palavras e ações causam na vida das pessoas com quem convivemos. Quando digo algo que fere alguém, não importa muito se eu pretendia dizer outra coisa, se me expressei mal. Já causei dor. Lidar com a forma como compreendemos os que nos rodeiam, com suas experiências, seus privilégios, tempo de decisão é uma lição profunda de justiça e respeito.

As nossas palavras devem ser da ordem das coisas sérias, embora quando, sem profundidade, pareçam coisas da ordem da inconsequência. Dizem que uma imagem vale por mil palavras, mas sem receio de entrar em polêmica, diria que quase tudo o que vemos precisa de palavras para ser verdadeiramente compreendido. Nossas intenções não, elas precisam ser materializadas. As palavras constroem diálogos importantes, suscitam debates, curam, são gritos ou instrumentos efetivos para construir e reconstruir vidas e projetos, porém palavras e ações devem cumprir o mesmo fim, sem linhas artificiais a separá-las.

Penso o mesmo em relação à política. As palavras não estão aí para promover ideações sem a menor possibilidade de concretizarem-se. O ideal político seria que os homens fossem altamente comprometidos com as ideias que defendem, que mantivessem a preocupação de vigiar suas ações, cumprir as promessas e unificar os ciclos de intenções e ações e aos eleitores; que fossem vigilantes e cobrassem sempre que percebessem distanciamento entre uma coisa e outra.

Não disse que o homem mente quando afasta-se do que prega. Bem mais condizente seria dizer que é uma inclinação natural do ser humano acreditar na sua própria retórica.

Mundo fugaz

Não podemos depender de abrigo e refúgio neste mundo onde tudo é movimento, inconstante e fugaz.  O caminho até pode ser o mesmo, mas a hora é outra, o sentido inverso, o sol e a chuva incidem sobre o caminho, mudam os obstáculos de forma, de lugar. A minha ignorância ainda representa tudo o que me aprisiona, contudo, trago comigo a esperança, nunca a certeza de renascer em bondade, coragem e compaixão.

Talvez aprendiz ainda apressado, que não aprendeu a não inquietar-se. Se nuvens cobrem meu céu ainda temo a escuridão. Mas não devo. O ensinamento diz que há uma luz que nunca se ausenta, que sempre brilha e que me guia. Se a luz parece fraca é minha fé que está fraca.

Você confia em mim?

É uma característica da vida humana que normalmente encaremos uns aos outros com natural desconfiança. As pessoas geralmente tecem suas teorias de mundo utilizando-se de suas experiências. Na geração atual o que vemos são lições sendo apresentadas, recomendando estratégias de proteção à vida, insinuando que um estranho é alguém em quem não se deve confiar, que a vida é um jogo duro, para pessoas igualmente duras.

Os jogos começam sempre do zero, vitórias passadas não contam e cada jogador, por conta própria, tem que buscar a vitória, eliminar colegas, obstruir o caminho. Seria bonito se a vitória fosse sempre coletiva, sem a descartabilidade dos seres irmãos. Os estranhos não são uma invenção da vida moderna, mas aqueles que permanecem estranhos por um longo período são e deveriam ser advertidos que não é permitido permanecer estranho por muito tempo. Eu, pessoalmente, não tenho habilidade para desconfiar das pessoas prontamente. Como posso almejar uma vida pacífica desconfiando de todos?

Embora isso possa estar em desacordo com as regras de preservação da espécie, há um enigma que me aflige: me aperfeiçoar ou me proteger?
No relacionamento com as pessoas devemos ser cuidadosos, porém, a confiança é essencial para estabelecer acordos, para trabalhar com o diferente, para promover o bem comum. A desconfiança, por outro lado, promove o ceticismo, a frustração. Quando a confiança é baixa, a maneira como reagimos e nos comportamos uns com os outros torna-nos menos civilizados.

Não há uma explicação única para a perda da confiança. Ela vai acontecendo, empurrada pela fragilidade dos comprometimentos, pela quebra de valores morais, pelo alargamento do fosso social entre ricos e pobres, pela perda do senso de compartilhar o destino. È extremamente difícil restaurar a confiança perdida. A relação, quando abalada, não suporta mais nenhum movimento em falso. Lembro-me das palavras do mais famoso ciclista do mundo, Lance Armstrong, ao ser pego em caso de dopping e banido das pistas: “Eu passarei o resto da minha vida tentando recuperar a confiança que as pessoas perderam em mim, porque eu construí meu sucesso pautado na imagem do homem de confiança, de respeito e eu quebrei essa confiança”.

Os grandes paradoxos da confiança é que as pessoas em quem não confiamos também não confiam muito em nós e apesar de ser complexa e desafiadora devemos exercitar a tarefa de restaurar a confiança uns nos outros. Parece que quando conseguimos recobrar a confiança, a relação fica mais forte do que se a confiança nunca fora quebrada.
Entre todos os atributos que exalam respeito num líder, a confiança é de maior destaque.

É conquistada, na medida em que a capacidade, a diligência e a integridade são colocados à prova. Já é suficientemente difícil viver tentando ser uma pessoa decente, atendendo as demandas do mundo, sem grandes sentimentos de culpa ou vergonha. Não precisamos ser olhados com desconfiança o tempo todo.

Que muitos se beneficiem do seu crescimento

Você não tem que viver sua vida como os outros esperam que você viva. Acima de todas as expectativas que depositam em seus ombros, leve em conta seus desejos, a realização dos sonhos, a liberdade de existir dentro de um universo que você idealizou.
Acerque-se do que te faz bem, cultive em sua vida atitudes que carrega em seu interior. Deixa a compaixão brotar. Sê bondoso faz bem a quem é bom mais do que aos que recebem benefícios disso. Tornar o mundo um lugar melhor é que você deve fazer, todos os dias, um pouquinho de cada vez.
Encontre o meio de estender sua glória pessoal aos que te cercam. De nada adianta estar bem, rodeado por pessoas angustiadas. Liberte-se do egoísmo, da vontade exacerbada de crescer e crescer. Compartilhe valores, conhecimento, alegrias. Que muitos sejam beneficiados pelo seu crescimento pessoal.
Eu já quis cercar-me do bem, do prazer, do conhecimento e da riqueza, para meu único proveito. Meu coração não aceitou viver limitado a minha própria existência.

Prazer, Dor, Paixões (John Locke)

O amor
A principal e primeira de todas as paixões é a mais indócil entre todas as demais e cega, porque o amor não se move até nos propormos algo que é em si mesmo delicioso. O amor se decide apenas por um fim que tenha a secreta faculdade de encantar.
O amor se estende a tudo o que aparentemente é capaz de nos fazer bem.
O ódio apresenta-se como uma ideia na mente disposta a nos adoecer e cuidado, a dor atua mais sobre nós do que o bem e o prazer.
Suportamos a ausência de um grande amor mais facilmente do que a presença de um pouco de dor.
Jamais nos queixamos do sono, que sempre nos furta a sensação de muitos gozos, mas o tomamos por prazer, quando faz cessar qualquer uma de nossas dores.