E por falar em paixão…

Romeu e Julieta – provavelmente é a mais famosa história de amor de todos os tempos. O casal, na verdade é desde sempre, sinônimo do amor. Romeu e Julieta é a história do amor trágico contada pelo poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare. Parece que um grande amor demanda grandes sacrifícios, porque na lista dos namorados mais famosos de todos os tempos aparece em segundo lugar a historia intrigante dos poderosos Cleopatra, rainha egípcia e Marco Antônio, imperador romano que se apaixonaram à primeira vista e apesar de todas as ameaças se casaram, tiveram três filhos, conquistaram impérios e inimigos e, por amor, ambos também morreram.

Tristão e Isolda, outra história triste, que envolve traição e morte é listada como uma história de amor comovente. A bela e corajosa história de Helena de Tróia, considerada a mulher mais bonita de todos os romances, que casou-se com o rei de Esparta. Apaixonado por ela, o filho do rei de Tróia, roubou-a e levou-a de volta para Tróia. Menelaus, rei de Esparta, marido de Helena, destruiu Tróia e retornou para Esparta com Helena. Nos dias mais recentes nos encantamos com a historia da paixão tempestuosa entre Scarlett O’Hara e Rhett Butler, no filme épico “E o Vento Levou”, com a Guerra Civil servindo de pano de fundo para os desencontros, traições e seduções do casal protagonista vividos por Clark Gable e Vivien Leigh.

Mas a história de amor que me fala a alma é contada pelo escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez no livro “O amor nos tempos do Cólera”. Uma bela história que estendeu-se por cinco décadas de espera. Ainda bem jovem Fermina Ariza, filha de um dos mais importantes homens da cidade encontra Florentino Ariza, um menino simples e puro, sem boa aparência.

Os primeiros contatos foram olhares, depois foram as cartas intermináveis. Pouco tempo depois, aos 20 anos, ela se casa com o jovem médico da cidade, Juvenal Urbino. Ele a ama e lhe dá segurança. Juvenal é um médico dedicado a pôr fim à epidemia do cólera. A Florentino resta a espera e a decisão fora tomada. Ele vai esperar por Fermina o tempo que for necessário e estabelece com ela um sistema de troca de amor através de cartas e telegramas. Gabriel Garcia Marquez discorre sobre todas as formas possíveis de amor e não apenas do amor não correspondido de Florentino por Fermina. A trama fala do amor platônico, do amor ciumento, do amor perigoso, do amor adultero, do triângulo amoroso, do amor como arte, sexo, sociedade, aceitação.

O livro é sobre o amor e os personagens existem como veículos para revelar a mais estranha e mais poderosa de todas as emoções humanas; o amor. Florentino é um homem que dedicou sua vida ao amor, em todos os aspectos, jurou amar Fermina Daza para sempre, mas entregou-se a paixões efêmeras enquanto esperava; contabilizou cerca de seiscentos e vinte e duas aventuras amorosas fugazes, mas alimentou sempre o sonho de que seu destino final seria com Fermina. Dedicou a Fermina sua vida, sua profissão. Tudo o que ele fez, foi com a esperança de um dia recuperar seu amor. Ela sabia que ele a amava mais que tudo no mundo. Eles estavam de certa forma juntos em silêncio além das armadilhas da paixão, além dos fantasmas de desilusão: além do próprio amor. Amor, que em Florentino, ás vezes doía em todo o corpo e o único sentimento concreto era um desejo urgente de morrer. Os sintomas do amor eram os mesmos do cólera.

Quando morre o Doutor Juvenal Urbino, Florentino aproxima-se de Fermina e sussura: “Eu esperei por esta oportunidade há mais de meio século para repetir para você o meu voto de amor e eterna fidelidade.” Tempos depois, Florentino recebe um envelope com um bilhete de uma só linha que dizia: “Está bem, me caso com o senhor se me promete que não me fará comer berinjelas. Depois de mais de 50 anos o coração de Florentino foi finalmente preenchido e ele descobriu com alegria que é a vida e não a morte que não tem limites.

Gente que gosto

Eu gosto de gente de coração puro, sorriso generoso.
De gente que não inventa, não acusa, não desiste, que tenta e luta para superar as dificuldades.
Eu gosto de gente diz o que sente com zelo, que sabe ganhar e esperar.
Eu gosto de gente que não é perfeita,
que atenua os defeitos e que sabe rimar amor com desamor, frieza com dor.
Eu gosto de gente que não teme o mau humor da segunda-feira,
porque sabe que o sorriso está esperando para brilhar!

Treze exemplos de mulheres

Numa amanhã de outono, no ano de 2004, treze avós indígenas, vindas do Alaska, América do Norte, Central e Sul, África e Asia, se reuniram em Nova York for 3 dias, com o objetivo lúdico de formar uma aliança global pelo bem da humanidade, para a abertura de uma nova era de compreensão para as questões básicas da saúde, uma era de amor e amizade entre os os povos, um modo de viver mais natural.  Formou-se  o Conselho Internacional de Treze Avós Indígenas, que representam uma aliança global de educação, oração e cura para a Terra, todos os seus habitantes, até as próximas sete gerações vindouras.Estão profundamente preocupadas com a destruição sem precedentes da natureza e a destruição de modo de vida dos indígenas. As avós realizam projetos que protegem as diversas culturas pelo mundo; medicamentos, linguagem e cerimonias de oração e projetos que educam e alimentam crianças.

Essas 13 avós estão em movimento permanente pelo mundo, marchando pela paz, pela preservação e sustentabilidade do modo indígena de viver, rezando pela restauração da paz em áreas de conflitos, compartilhando ensinamentos e profecias nas comunidades que visitam. Estiveram no Brasil, mais precisamente em Brasília em outubro do ano passado. Elas são em pessoas, a prece caminhando em nossa direção, com suas histórias inspiradoras de convivências tribais, inclusive guerras. O Conselho é a voz da sabedoria, uma voz só, única, melodiosa em espiritualidade, diversidade cultural, etinias; uma herança de igualdade, justiça e liberdade para todos. Apesar dos desafios e dos sofrimentos e sacrifícios experimentados, as 13 avós indígenas demonstram coragem suficiente para acreditar que apenas a liberdade pode sustentar a democracia, que apenas a justiça cura dá esperança e que igualdade de oportunidades para todos faz a paz prevalecer.

O princípio que as mantém juntas é a fé. Elas acreditam que foram guiadas para estarem juntas e para desenvolverem o trabalho que fazem. Acreditam que seus caminhos estão conectados entre todas as formas de fé e cultura, mas que são todas alimentadas pela mesma chama: o conhecimento dos ancestrais.

Dentre as 13 avós indígenas há duas brasileiras; Maria Alice Campos Freire, uma das mais velhas do grupo, presa política e exilada, que morou muitos anos na Europa e na África, onde encantou-se com as cerimônias de cura da alma. Anistiada, voltou ao Brasil  e embrenhou-se na Floresta Amazônica , fundou o Centro Medicina da Floresta, que faz uso de plantas típicas da região para curar pessoas doentes. A comunidade é dedicada a trazer paz e felicidade para as pessoas, cuida de crianças e jovens a quem ensina preservar a floresta e de quem espera a continuidade do seu trabalho, através do conhecimento tradicional. Essa avó brasileira acredita que o sofrimento imposto pelo seu passado, tenha ajudado a abrir a sua espiritualidade.

A outra brasileira que compõe o Conselho das 13 Avos Indígenas é Clara Shinobu Iura, psicóloga, filha de migrantes japoneses,formada em filosofia pela USP, desde criança Clara queria ajudar os outros. Tinha visões freqüentes com o planeta em agonia  e deixou que as portas de sua percepção fossem abertas e conviveu com pessoas de diferentes crenças e práticas espirituais, até que juntou-se a avó Maria Alice Campos Freire, na floresta amazônica.Clara, a avó brasileira, crê que as palavras proferidas pelas13 avós são bem recebidas pelos homens que governam o planeta e isso fará despertar a criança que existe em cada um deles, iluminando a experiência espiritual de cada um deles, para que possam reverter o curso da história.

O Conselho Internacional das 13 Avós Indígenas ( Aama Bombo, do Nepal , Takelma Band, Beatrice and Margaret Behan, Rita Pitka, Rita Long  , Estados Unidos, Bernadette, do Gabão, Clara Shinobu e Maria Alice,do Brasil, Flordemayo, da Nicarágua, Julieta Cassimiro, do México, Tsering Dolma, do Tibet e Mona Polaca que serve as Nações Unidas),  são mulheres pequenas, com amor imenso, com fé que pode promover mudanças e dar esperança para a próxima geração.

Falar da mulher através da história dessas 13 belas mulheres, que nos dias de hoje,   oferecem suas preces para iluminar nossa consciência, é falar de uma pequena semente que está sendo plantada em nossos corações. Quando perguntadas o que são: bruxas, videntes, médiuns? Elas respondem: “ Somos mulheres sábias”.

A natureza do amor

O amor desempenha um papel enorme e inevitável em nossas culturas. Discute-se o amor no filme, na música, na novela, de forma séria e densa, ou com certa ironia. É um assunto constante no amadurecimento de nossas vidas, com um tom quase sempre vibrante. Dia 14 de fevereiro ocorre a celebração do amor quase no mundo inteiro. Isto remonta aos tempos antigos, quando as pessoas pagavam honras ao deus romano da fertilidade. Outras lendas envolvem o nome de Saint Valentine ou Valentinus. Em algumas teorias ele aparece como sendo um padre que fazia casamentos escondidos do Imperador Romano Claudius II, que preferia que seus guerreiros fossem homens sem famílias.

A natureza do amor tem sido, desde o tempo dos gregos, um esteio na filosofia, produzindo teorias que vão desde a concepção materialista, em que se vê o amor como um fenômeno puramente físico, um desejo ou elemento genético que determina nosso comportamento, até as teorias do amor intensamente espiritual. O tratamento filosófico transcende uma variedade de explicações, em formatos de declarações ou argumentos sobre o amor e sua natureza e papel na vida das pessoas.

O amor deve transcender o desejo sexual e a aparência física? Como podemos conhecê-lo, compreendê-lo a ponto de fazer declarações sobre o que sentimos pelo outro? Novamente, ele é retratado intimamente ligado às emoções. Mas seria ele uma condição puramente emocional? Sócrates argumentava que vislumbramos o amor, porém sua verdadeira essência pode não ser compreendida por todos.

Outro ponto de vista seria que, aqueles que não o sentem ou nunca o experimentaram, são incapazes de compreender a grandeza do amor e, por isso, sentem apenas desejo físico. Isso porque o sentimento seria para os que possuem as faculdades mais elevadas. Para viver o amor romântico é necessário adentrar-se em outras esferas. Ele é considerado um estágio mais elevado do que a atração sexual ou física por si só.

Um estudo importante, realizado por John e Julie Gottman sobre relacionamentos, constatou que os casais que apresentaram sinais mais evidentes de amor e felicidade são aqueles que nutrem grande amizade um pelo outro. Numa relação amorosa, a amizade permite que cada um seja conhecido como um indivíduo. Sentir que seu parceiro está interessado em conhecer você e dedicar-se a conhecê-lo melhor, faz com que o amor seja mantido vivo e a chama da paixão permaneça forte.

Um casal alimenta a amizade quando trava conversas interessantes e íntimas, porém simples. Basta perguntar ao seu parceiro como ele está se sentindo para criar um diálogo e construir a ligação emocional. Afinal, no relacionamento, cada um deve trazer mais do que o sexo para a vida do outro. A vida a dois deve ser recheada de momentos de diversão, aventura, conversa, carinho e apoio. A conexão deve dar-se em vários níveis. Isso vai aprofundar a natureza do amor dentro do relacionamento. Segundo o estudo dos Gottman, quando os rituais de conexão amorosa são bem feitos num relacionamento, ajudam os casais a celebrarem seus vínculos e ficarem juntos apesar de todos os tipos de provações.

Em todos os textos prevalece a ideia do amor romântico, que na versão de Aristóteles, faz duas pessoas encontrarem no outro a alma das virtudes. O amor, ainda segundo Aristóteles, é algo exclusivo, porque seria um excesso de sentimentos que se revela numa só pessoa.

Feliz ano de resoluções práticas e tangíveis

 A confiança sempre foi a base da promessa. A crise de confiança que estamos vivendo faz entrar em colapso todo nosso processo de segurança. Sem confiança nossa estrutura racha. A confiança é um conceito interessante. É o que mantém em funcionamento as estruturas da sociedade. Evolutivamente falando, devemos confiar para sobreviver. A confiança exige discrição, tato, transparência, trabalho bem feito, engajamento  e reciprocidade.  E então, curiosamente o que nos leva a não confiar em nossos próprios projetos e consequentemente em nós mesmos?

Devemos refletir sobre nossas aspirações e definir metas significativas para melhorar a saúde e acessar a felicidade. Isso soa bem, mas quantos de nós realmente manteremos  nossa resoluções de Ano Novo depois de passado um mês ou dois?
Não seremos muitos, de acordo com um estudo realizado pela psicólogo americano Richard Wiseman. A pesquisa mostra que 52% das pessoas estavam confiantes de que  atingiriam suas metas no ano passado, mas apenas 12% conseguiram.  Aqueles que tomaram medidas significativas para alcançar suas resoluções, definiram-nas, confiaram nos seus objetivos estão entre os que mais conseguiram realizar seus desejos, ao contrário daqueles que não firmaram qualquer compromisso específico.
É  fundamental definir os objetivos com sinceridade e tomar resoluções práticas e tangíveis. 
A confiança é a palavra chave. Nada de objetivos nebulosos como, “eu vou ser saudável, eu vou economizar”. Seja específico consigo mesmo e quantifique as metas; vai malhar quantas vezes na semana, depositar quanto na poupança? Na sequencia inicie o processo de realização das metas, colocando em prática os passos administráveis para executar seu projeto.

Para escrever realmente esse capítulo no seu livro, você deve reservar tempo para si mesmo, para planejar e acompanhar o progresso de seu projeto. Mantenha o controle de quantas vezes, em pensamento, você quis desistir dos seus objetivos. Preste atenção à auto-sabotagem da mente, que pode ter uma tendência a depreciar nossos valores. Cada pensamento que temos é uma intenção. É normal sentir medo, dúvida, ou se preocupar, mas para progredir, é importante deixar para trás os sentimentos negativos. Confie! Não se tranque nos seus objetivos. Converse com quem compartilha a mesma resolução para avaliar os progressos e os desafios.  
Situações de estresse pode levar você a deslizar em seus objetivos, porém mantenha-se firme no cumprimento de suas promessas temporais, que geralmente primam pela falta de originalidade, mesmo quando mudam os atores entrevistados. O psiquiatra americano Lorenzo Norris, de Washington e o residente Rachna Vanjani, da Universidade de Boston foram ouvidos numa pesquisa para identificar também quais seriam as resoluções de ano novo que os médicos aprovariam em seus pacientes.  Claro que em primeiro lugar eles esperam que seus pacientes confiem e cumpram suas decisões, como por exemplo,  praticar algum tipo de exercício.  Apesar do lugar comum, essa é uma promessa que se cumprida, transformaria a mente, o corpo e a alma. Reparar os sinais emitidos pelo corpo, pode ser tarde demais, a visita periódica ao médico, o check-up não é uma idéia ruim. Cuidados com a alimentação é recomendado para manter os nível de  energia no organismo, além de práticas solidárias simples, como ser grato e gentil.

Se lhe falta inspiração, as sugestões dos psiquiatras para melhorar sua condição de felicidade seria;  levar uma vida mais saudável, ler mais para inteirar-se dos fatos e ampliar suas perspectivas para poder discutir todos os assuntos pertinentes narrados pela mídia, aprender  um novo idioma, ajudar os outros e economizar algum dinheiro.

 Uma coisa é certa. A vida raramente sai como planejado. Precisamos manter o foco e a atenção no que mais importa, senão corremos o risco de ver as demandas cotidianas roubando nossa possibilidade de melhor futuro.

 

Ninguém se sente ouvido

O bem mais precioso que você pode oferecer a alguém é sua atenção. Nem sempre queremos alguém para nos dar conselhos, as vezes precisamos de alguém que queira nos ouvir.

Fartos das pessoas dizendo o que devemos fazer, ouvimos vozes vindas de todas as direções. A escuta ativa é quando você está ouvindo para saber mais sobre alguém, que é diferente da escuta defensiva, que ocorre quando você está apenas à espera de sua vez de rebater o que você ouviu. Aprender a ouvir a si mesmo dessa maneira é igualmente revelador. A essência do nosso eu mais profundo está no espaço entre o que falamos e no silêncio a que raramente se presta atenção.

Nossa comunicação está escorregando para uma escuta defensiva, cheia de medo e silêncio desconfortável. Ninguém se sente ouvido. Na verdade a forma mais poderosa em que podemos testemunhar o nosso amor é quando podemos parar de fazer tudo e concentrar toda a nossa atenção sobre a pessoa que está falando. Ouvir não só para que alguém veja, mas para que a pessoa sinta que por trás de suas palavras há sabedoria do coração e da mente. Ouvir também é um ato de curiosidade e exige atenção total ao momento em que você está compartilhando com alguém.

Quanto mais você praticar ouvir ativamente, mais evidente se torna que as palavras realmente não descrevem as coisas tão bem. Dar atenção integral às pessoas que você ama lhe dá a chance de se conectar de uma maneira que apenas falar não consegue. Há nessa escuta o poder de um silêncio amoroso, que dá as pessoas que se preocupam a chance de descobrir o que está dentro delas.

Cultivando esta escuta curiosa em seus relacionamentos é um dos mais poderosos meios para transformá-la porque o julgamento é substituído pela empatia e unifica a experiência de quem fala e quem ouve de tal forma que conecta os nossos ouvidos ao nosso coração. Falhas de comunicação ocorrem frequentemente no trabalho e em nossos relacionamentos pessoais, sobretudo devido a pressa com que nos comunicamos. E os efeitos da má comunicação pode ser muito prejudicial. O problema pode ser devido a pessoa não se manifestar ou não ouvir atentamente. Se você soa apressado e distraído quando você diz algo, as pessoas podem pensar que você não está interessado ou se sentir ofendidas, porque parece que elas não são importantes para você. Se você não pode ouvir uma pessoa, diga isso a ela, mas abra uma janela para que ela possa falar com você mais tarde.

Não alimente suposições falsas sobre alguém ou sobre alguma coisa. Ouça as pessoas. Seja acessível para que as pessoas se sintam confortáveis dirigindo-se à você para pedir esclarecimentos. Pratique a escuta ativa.
Eu acho que as pessoas precisam ter mais tempo com outras pessoas. Todos devemos desacelerar e tornar a comunicação mais fácil e mais eficiente, abrindo sempre uma nova página de escuta e tolerância. Nem sempre precisamos emitir nossa própria opinião, as pessoas gostam de serem ouvidas sem interrupção. E esteja certo de que um bom ouvinte também rouba a cena.

Imagine um mundo onde as pessoas realmente ouçam uns aos outros.
E você domina bem uma conversa, deixa que outras pessoas falem também?

Há uma grande quantidade de pessoas que gostam de falar sobre si, sobre o que eles fazem e sobre o que eles não fizeram, sobre sua saúde, ideias, etc. As pessoas que falam demais sobre si mesmas esquecem-se que a conversa é uma atividade de mão dupla.

Quando estamos dispostos a ouvir os outros, nós ganhamos muito:
– Vamos ser mais apreciados pelas pessoas com quem falamos,
– Ampliaremos nossos pontos de vista e perspectivas,
– Vamos ter relacionamentos mais harmoniosos,
– Ouvir desenvolve a paciência e a tolerância,
– Ouvir as pessoas vai nos ajudar a entendê-las e as suas necessidades

Próxima vez que você conversar com alguém, tente ouvir mais.  Você pode aceitar ou não as idéias dela, você pode não gostar de algumas críticas.
Ouvir bem, é um poderoso meio de influência tanto quanto falar bem.

Não interrompa alguém que está falando. Ouça com atenção. Mantenha a mente aberta e o ouvido paciente para detectar se o que estão falando é proveniente do coração. Pare o que você está fazendo. Não há nada mais frustrante do que tentar se comunicar com alguém que está grudado no telefone. Ouça não simplesmente as palavras, visualize a situação, ou uma cena ou pessoa que está sendo descrito para você.
Dizem os especialistas que falamos a uma taxa de cerca de 125 palavras por minuto, podemos pensar e ouvir quatro vezes essa taxa.

Ouvir não é nada fácil. “as vezes basta ser o colo que acolhe, a palavra que conforta e o silencio que respeita.” (Cora Coralina).

Terra – o Planeta genoroso

 
    Não há dúvidas de que o Planeta Terra tem sido um Planeta generoso. Tudo o que os humanos precisam para sobreviver e prosperar tem sido provido; alimentos, água, plantas medicinais, materiais para construção de abrigo, e até o clima e esses presentes são chamados pelos cientistas de serviços ecossistêmicos. No momento atual da vida estamos tão desconectados do mundo natural que é, às vezes, conveniente esquecermos que a natureza permanece generosa como sempre, mesmo quando maltratada.
 
O aumento tecnológico e industrial pode ter nos distanciado superficialmente da natureza, mas não tem mudado nossa dependência do mundo natural: a maioria dos bens que usamos e consumimos diariamente são produtos resultados de múltiplas interações depois de extraídos da natureza, e muitas destas interações estão em perigo. Além de bens físicos, o mundo natural providencia embora menos perceptível, presentes como a beleza, arte e espiritualidade. A natureza tem nos dado sem cobrar nada em troca. Não há no mundo substância física que humanos possam precisar mais do que água potável: sem água podemos sobreviver por apenas alguns dias. Enquanto a poluição e o desperdício ameaçam várias fontes de água potável do mundo. Ecossistemas saudáveis de água fresca – bacias hidrográficas, pantanais e florestas limpam naturalmente a poluição da água.
 
Quanto maior a biodiversidade no ecossistema, a água será purificada mais rápida e de forma mais eficiente. Várias plantas precisam de outras espécies para mover as sementes da planta-mãe para um novo solo. As sementes são espalhadas por uma variedade incrível de “trabalhadores”: pássaros, morcegos, roedores, elefantes, antas, e até peixes, como prova a recente descoberta de pesquisadores. Dispersão de sementes é especialmente importante em florestas tropicais onde a maioria das plantas dependem de animais para se mover.
 
Quase todas as pragas têm inimigos naturais. A perda, ou mesmo diminuição dos predadores que naturalmente se alimentam de pragas pode ter impactos massivos na agricultura e no ecossistema. O chão sob nossos pés importa mais do que costumamos pensar. Solo fértil e saudável proporciona ótimos lares para plantas, enquanto promovem uma série de ciclos naturais: da reciclagem dos nutrientes à purificação da água. Embora o solo seja renovável, ele também é sensível ao uso excessivo e degradação, que são geralmente causados pela agricultura industrial, poluição e fertilizantes. Vegetação natural e qualidade de solo também atenua o excesso de erosão, que pode ter impactos dramáticos da perda das terras agrícolas e litorais que podem simplesmente desaparecer dentro do mar. Além de tudo isso natureza é nosso mais grandioso armário de medicamentos: até à data de hoje, ela tem provido a humanidade com uma infinidade de medicamentos que salvam vidas.
 
Não há dúvidas de que medicamentos adicionalmente importantes ainda dormem inexplorados no ecossistema mundial. Na verdade, pesquisadores estimam que menos de 1% das espécies conhecidas mundialmente têm sido completamente inspecionadas por seus valores medicinais. No entanto os ecossistemas que têm oferecido algumas das drogas mais importantes e promissoras do mundo são as florestas tropicais, pântanos e recifes de corais. Portanto preservar ecossistemas e espécies hoje pode beneficiar e mesmo salvar milhões de vidas.
Mas além de fazer o mundo um lugar menos solitário, menos chato, e mais bonito – razões admiráveis por si mesmas – muitos dos serviços proporcionados pela biodiversidade são similares àquelas providenciadas por toda a natureza. Biodiversidade produz alimentos, fibras, produtos de madeira, limpa a água, controla pragas na agricultura e dispersa as plantas do mundo, e providencia recreações de contemplação. E o mundo natural ajuda a regular o clima da Terra.
 
Na costumeira tensão entre a economia e o ambiente, por exemplo, um fator é geralmente negligenciado: o meio ambiente sustenta toda a economia ambiental. Sem solo fértil, água potável, florestas saudáveis e clima estável, a economia do mundo enfrentaria desastres irreversíveis.
 
Ao pôr em perigo o meio ambiente, nós comprometemos a economia também. Há que se levar em conta o relacionamento da natureza com a espiritualidade humana. Na maioria das religiões do mundo, o mundo natural é devidamente reverenciado. Na Cristandade, o paraíso terrestre existia em um jardim. Budistas acreditam que todo tipo de vida é sagrada e merece compaixão. Para os Hindus cada pedaço da natureza é relacionada a uma divindade. Os muçulmanos acreditam que o mundo foi criado por Alá e foi dado aos humanos somente como um presente para ser mantido em confiança.
 
Culturas Indígenas do mundo inteiro celebram a natureza como se fosse sua mãe. Enfim, para entender melhor a importância real da natureza para o espírito humano, basta passar um tempo a sós, contemplando a imensidão da vida natural. Na verdade ninguém precisa ser religioso para entender a importância da natureza para o espírito humano. Porém a partir do momento, que o ser humano se conscientizar da importância de suas atitudes para o equilíbrio da natureza, estaremos construindo um mundo melhor e em sinergia com o generoso planeta.

O dinheiro pode comprar felicidade?

    As nações onde os povos são considerados os mais felizes do mundo são democráticas, tem fronteiras comerciais abertas, são amistosas e possuem fortes redes de segurança social, é o que aponta a pesquisa do Instituto Legatum, com sede em Londres, contratado pela Forbes Magazine para classificar os países mais felizes do mundo. Os povos dos dez primeiros países colocados compartilham alto índices de confiabilidade, têm excelente nível educacional, poucas ou quase nenhuma restrição às liberdades individuais. Pela ordem, os países são Noruega (1º), Dinamarca (2º), Finlândia (3º), Austrália (4º), Nova Zelândia (5º), Suécia (6º), Canadá (7º), Suíça (8º), Holanda (9º) e Estados Unidos (10º).

   Legatum recentemente completou o seu Índice de Prosperidade 2010, que classifica 110 países, cobrindo 90% da população do mundo. Cada país está classificado baseado no empreendedorismo, economia, governo, educação, saúde, segurança, liberdade pessoal e capital social. O conceito central de prosperidade é complexo e alcançá-la depende de uma confluência de fatores que dependem uns dos outros em um círculo virtuoso.

    Como você é feliz depende muitas vezes, de como você foi feliz. Se você já é rico, como na Escandinávia, mais liberdade e saúde acrescentaria a felicidade para a maioria. Em muitos países porém, a felicidade ainda reside no “show me the money”. Mas será que o dinheiro pode comprar a felicidade? Verdade seja dita, as pessoas superestimam o impacto da mudança da renda sobre o bem-estar, quando na realidade o retorno da felicidade sobre a renda adicional é muito pequeno. O dinheiro não pode comprar felicidade. Difícil de acreditar, embora igualmente verdadeiro, é que nas pesquisas realizadas na etnia enuit, no norte da Groenlândia, assim como nos massai do Quênia, que não têm luz nem água corrente, o índice de felicidade fica em 5,8%, a mesma escala de felicidade dos milionários americanos da Forbes 400.

    Existe uma correlação muito pequena entre riqueza e felicidade – que representa cerca de 1% da felicidade relatada por pessoas que responderam a pesquisa. É certo que o dinheiro traz um aumento de status, que pode ter um impacto maior sobre a felicidade. Por que a riqueza não traz necessariamente uma sensação constante de alegria? Parte da razão é que as pessoas não fazem bom uso do dinheiro, diz George Loewenstein, economista da Carnegie Mellon University.

    Às vezes, observa Loewenstein, a forma como as pessoas gastam o dinheiro pode realmente torná-las menos felizes. O problema central é que o cérebro humano fica condicionado a experiências positivas. Conseguir um dinheiro inesperado é registrado como uma coisa boa, mas como o passar do tempo, a resposta desaparece. E isso levanta outra questão. Quão importante é a felicidade, afinal?

   Loewenstein afirma que parte do sentido da vida é ter altos e baixos. Uma vida que é constantemente feliz não é uma boa vida. Este foco sobre a felicidade destacado pela revista Forbes não vem naturalmente para praticantes da ciência lúgubre; é um novo foco: Se o dinheiro não pode necessariamente comprar a felicidade, o que ele traz?

   Economistas, com algumas exceções, trabalham com dados de uma pesquisa semestral do General Social Survey que permitem algumas conclusões como; a felicidade tem-se mantido relativamente constante ao longo do tempo, as mulheres são mais felizes do que os homens, embora a diferença seja cada vez menor. O dinheiro faz as pessoas mais felizes pelo menos em um nível individual. Por outro lado, entre as sociedades razoavelmente próspera não parece haver qualquer correlação forte entre o nível geral de felicidade e nível de riqueza e os efeitos de viver em uma nação rica são perceptíveis – as pessoas nos países ricos mostram níveis mais elevados de bem-estar.

   No entanto, pode haver pelo menos uma importante relação entre dinheiro e felicidade, de acordo com Ed Diener, da Universidade de Illinois pesquisador que pesquisou 400 da Forbes e os Maasai. Diener também escreveu que as pessoas felizes tendem a ter rendimentos mais elevados mais tarde em suas vidas. Assim, enquanto o dinheiro não pode ajudar a tornar as pessoas felizes, ser feliz pode ajudá-las a ganhar dinheiro. O ideal seria aprender a ganhar dinheiro com as coisas que dão prazer.