Nosso medo mais profundo

Trecho do discurso de posse do Presidente Sul-africano Nelson Mandela, em 1994.

“Nosso medo mais profundo, não é de que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo, é que sejamos poderosos demais. É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta. Nós nos perguntamos. “Quem sou eu para ser brilhante, alegre, talentoso e fabuloso?”
Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus!
Fazer menos do que você pode não serve para o mundo. Não há nada luminoso no fato de você se encolher para que outras pessoas se sintam seguras com você. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós.
E a medida que deixamos nossa própria luz brilhar, nós inconscientemente damos permissão aos outros para fazerem o mesmo. À medida que nós nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente liberta outros.”

“Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness that most frightens us. We ask ourselves, Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous? Actually, who are you not to be? You are a child of God. Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that other people won’t feel insecure around you. We are all meant to shine, as children do. We were born to make manifest the glory of God that is within us. It’s not just in some of us; it’s in everyone. And as we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.”

Xingu, sempre no meu coração!

 Minha bíblia – A Arte dos Pajés de Orlando Villas Bôas

” O Xingu não é só índio pintado de urucum e jenipapo – é, isto sim, um mundo lendário, cheio de histórias fantásticas, nas quais seu povo crê, nas quais nós civilizados, duvidamos, embora não tenhamos como negar”…

Pois assim é o universo xinguano. Um mundo mítico onde os corpos são fabricados nas relações sexuais continuadas até que se forme. A reclusão marca a evolução de um estágio de vida para outro e para os Yawalapiti isso reflete também uma mudança no corpo.

Na cultura Yawalapiti a reclusão pontua quase tudo, garante a privacidade e manutenção do equilíbrio para viver as transformações. O Xingu me encanta, as lutas, os cantos, os choros, o rio, o peixe traduzem o significado de uma sociedade simples e singular.

Parte da minha alma reside no Xingu!

Xamanismo – Feiticeiro e sua Magia

Lendo uma coleção de textos de Antropologia, de autores renomados, dentre os quais, Claude Levi-Strauss e Franz Boas, chego a leitura sobre o Feiticeiro e Sua Magia, que trata da celebração dos ritos sagrados, onde o enfeitiçado experimenta os fenômenos do reino das sombras.
As práticas mágicas parecem reais, mas sua eficácia depende da crença na magia, por parte do doente ou enfeitiçado.
Os feiticeiros mantém relações muito íntimas com as forças sobrenaturais, contam historias, reivindicam poderes, apresentam versões múltiplas com detalhes dramáticos. E ao capturar a magia da alma doente, exercem o Xamanismo.
Xamanismo é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos da natureza e com seu mundo interior.
É um conjunto de ensinamentos milenares, que foram passados por tribos indígenas do mundo todo até os dias de hoje. Os ensinamentos Xamanísticos se baseiam na observação dos elementos e ciclos da natureza; sol, lua, terra, água, fogo, animais, plantas, para favorecer a integração dos corpos físico, mental, emocional e espiritual.
O conceito da cura xamânica é que ninguém cura o outro, mas que a cura está dentro de cada um.
O Xamã, grande feiticeiro, é um predestinado, com profundo conhecimento da arte de encenar, simular crises, entoar cantos mágicos. O Xamã, mantém íntima relação com as forças sobrenaturais e seu pensamento ora normal, ora patológico se completam e entender esses rituais de cura é compreender além da condição humana. O encantamento de Nuchu, que é o espírito protetor que encarna para atender o Xamã. Nuchu é quem dota os homens de poderes excepcionais.
Nas tribos indígenas, o xamanismo é comumente utilizado para resolver partos difíceis e o mundo uterino é ainda retratado como um mundo povoado por monstros ferozes, que propositalmente, aumentam as dificuldades das mulheres na hora dos partos.
Por ora, melhor entender o xamanismo como uma prática que reconecta o homem a sua sabedoria interior e ao seu poder pessoal.