Candidatos com forte marca pessoal

Nos dicionários de política, pragmatismo político é a estratégia em que candidatos tomam suas decisões baseados na conveniência e no que funciona politicamente para vencer a própria eleição em vez de seguirem os princípios ideológicos ou programáticos de seus partidos. A teoria, criticada como falta de coerência e de compromisso por uns, é justificada por outros, como a arte do possível, necessidade de se formar coalizões para vencer e governar.  Por isso nas eleições de 2024 vimos centenas de casos de políticos ideologicamente contrários, se unirem para eleger o mesmo candidato a prefeito, refletindo uma dinâmica considerada bizarra, se analisada de fora, mas necessária para dinâmica da política regional ou local.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso perguntado certa vez se sua reeleição, considerada tranquila em 1998 iria favorecer politicamente seus aliados disse não acreditar que voto se transfere. Ele pontuou que no Brasil o personalismo é muito forte e que cada candidato entra para a disputa com sua biografia e esta não se transfere, tampouco pode ser fundida com a história dos partidos ao qual pertencem. Portanto, políticos fortes, que não dependem tanto de recurso partidário, tampouco do tempo de horário político do partido, correrão desatrelados, no sentido de sofrer menor controle das legendas e vão acabar, fazendo campanha centrada na robustez da própria imagem e na base construída, independente da máquina partidária ou da imagem de uma liderança maior no estado ou nacional.

Alguns meses nos separam das eleições de 2026 e o que temos colocado claramente é que as eleições acontecerão em um cenário que tem a esquerda unificada em torno do presidente Lula; a extrema-direita, ameaçando rachar, mas ainda sob a liderança do ex-presidente Bolsonaro e os conservadores divididos entre Lula e Bolsonaro. Lembremos que desde 2018 a polarização política entre democracia e autoritarismo vem pautando a política brasileira e deve ainda permear as eleições de 2026.

Esse cenário para 2026 é detalhado pelo Observatório Político e Eleitoral (OPEL)  uma iniciativa conjunta do Núcleo de Estudos sobre a Democracia Brasileira (NUDEB), do Laboratório de Partidos e Política Comparada (LAPPCOM) e do Grupo de Pesquisa Democracia e Teoria para realizar pesquisas sobre política e eleições, numa tentativa de compreender as dinâmicas do sistema político brasileiro e o comportamento das forças políticas durante os períodos eleitorais. O monitoramento cobre todos os estados nas eleições nacionais e as capitais nas municipais. O levantamento mostra acentuada melhora na avaliação do governo federal e que o presidente Lula pontua na frente de todos os eventuais candidatos lembrados, inclusive aumentando a vantagem em relação a alguns deles, considerados candidatos fortes, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A Quaest também divulgou pesquisa na primeira semana de outubro a aponta praticamente resultado semelhante, fazendo uma ressalva interessante, através do seu diretor: “Lula não consegue captar toda sua aprovação, assim como a oposição não consegue captar toda a rejeição ao governo. É uma clara demonstração de que há uma parcela insatisfeita com todos os nomes, mas que acabará votando em um lado ou outro”.

O pragmatismo político na modernidade líquida, na análise do sociólogo Zygmunt Bauman se manifesta na fluidez e na falta de compromissos de longo prazo. Em vez de ideologias fixas, a política se torna um jogo de adaptação constante a interesses individuais e de curto prazo, marcada pela instabilidade, individualismo e pelas relações frágeis entre os políticos e os partidos ou lideranças nacionais.

Viver com alegria e distantes das coisas que nos aprisionam

O nosso conhecimento não vem necessariamente de fora, mas ele já se encontra de certo modo em nós, na nossa alma, ali reminiscente, já nasceu conosco. É uma questão, portanto, de redescobri-lo, reencontrá-lo em nós mesmos. E aí nós vamos achando no interior da nossa alma aquilo que é a verdade das coisas. O filósofo Clóvis de Barros, que é formado em Jornalismo e Direito, mestre em Ciência política e doutor em Ciências da Comunicação, exemplifica essa crença citando o diálogo de Platão, em que Sócrates conversa com um escravo de Menon, um jovem, que consegue responder com inteligência todos os questionamentos do filósofo. O iletrado escravo de Menon, demonstra inclusive por conta própria, o teorema de Pitágoras. Então, nesse sentido, a teoria da reminiscência mostra que tenho inteligência para entender o que se espera de mim e tenho liberdade para viver ou não em direção a esse propósito, porque o que preciso para aprender está dentro de mim.

O filósofo Clóvis de Barros, esteve em Cuiabá há uma semana e num encontro rápido, devido as recomendações de seus médicos para evitar contato próximo com pessoas, devido a sua condição de saúde, (há dois anos foi diagnosticado com ‘Doença de Behçet’, rara e incurável) pude dizer-lhe que sou assinante dos seus canais e recebo diariamente, as 6 horas manhã, suas reflexões matinais e que muitas vezes, a mensagem vem como uma ‘pedrada’ e destrói minha habitual arrogância de pensar que muito sei. Sorrindo, ele me disse: esse é meu objetivo: ‘criar nas pessoas condições psicológicas para enfrentar suas realidades entristecedoras’.

Algo deve ser o ponto de sustentação da vida que queremos eternizar. Não devemos viver somente na superfície, buscando crescimento profissional e dinheiro; sofrer, cair é parte inevitável da existência; aí, a filosofia de Clóvis de Barros vira conselho: “atribua valor a sua existência porque a vida não tem valor em si, quem dá valor é você; arrisque mais, tenha encontros tristes, sofra queda de potência; deixa que a sabedoria respingue em todos os momentos da vida; alinha a sua vida ao que você é; não se torne escravo das circunstâncias, mesmo que o que você é não pague todas as contas”. Enfático finalizou. ‘Eu escolhi ser professor, muitos escolheram ser poderosos senadores. Sou hoje, o professor dos senadores’. Ligeiramente arrogante, potente, sábio e profundo, com o estilo direto que o caracteriza.

Na palestra ele centrou na nossa pequenez, na insignificância que representamos diante do universo todo e ao mesmo tempo na graça que recebemos por fazermos parte do todo, que se deteriora e depois se reorganiza e o pouco que éramos minutos atrás, se reconstitui em outro lugar, em outro corpo, em outro todo. De repente, Clóvis ergueu a voz e se perguntou:

“Eu sou do tamanho de um grão de areia?  Não, menos, respondeu.

Por que tenho valor se sou tão pequeno? Porque você é uma parte do todo”.

Alertou sobre a imprevisibilidade da vida, a finitude, razão pela qual, não devemos fugir da realidade, não devemos ficar aterrorizados pela perda da nossa potência, da nossa significância; devemos entender as adversidades, passar de um estágio de vida para outro com mais alegria e distantes das coisas que nos aprisionam e apequenam. Falou da vocação humana para a alegria, que é nosso estágio mais potente. A alegria deve ser repetida, buscada em todas as coisas porque passar da alegria para o medo e tristeza é a pior equação possível. A tristeza das pessoas tem como causa a alegria que o triste vê no outro e entristecedores de plantão, estão em toda parte tentando nos derrubar.

Ao falar sutilmente sobre sua condição de saúde, ao contrário do senso comum, que fala de resiliência como um sentimento de aceitação diante do fracasso, Clóvis de Barros exibiu a sua resiliência como sinal de resistência e dignidade diante do ato de apanhar e ter forças para seguir em frente, se comprometendo com o que faz sentido e com a mania de colocar a esperança na frente do temor e do medo.

A democracia depende de pessoas que se recusam a ficar em silêncio

O presidente do Comitê Norueguês do Prêmio Nobel ao defender a escolha do nome da venezuelana Maria Corina Machado, para receber o Prêmio Nobel da Paz respondeu a imprensa, de modo enfático, parecendo dirigir-se ao presidente americano Donald Trump que se autodeclarava merecedor ao prêmio: ‘Vivemos em um mundo onde a democracia está em declínio, onde cada vez mais regimes autoritários estão desafiando normas e recorrendo a violência. Quando autoritários tomam o poder, é crucial reconhecer os corajosos defensores da liberdade que se levantam e resistem, que ousam dar um passo à frente apesar dos graves riscos e que nos lembram que a liberdade nunca deve ser considerada garantida, mas deve ser sempre defendida com palavras, coragem e determinação’.

A eleição presidencial na Venezuela ocorreu em 28 de julho de 2024 e o Conselho Nacional Eleitoral deu vitória a Nicolás Maduro. A oposição tem sido liderada pela ex-deputada Maria Corina, figura central da oposição ao regime desde o governo de Hugo Chavez. Maria Corina venceu as primárias da oposição na escolha de um nome para enfrentar Maduro com mais de 90% dos votos, mas foi impedida de disputar a presidência por uma decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) do ano de 2014, que cassou seu mandato de deputada naquele ano e desde então, além de não poder exercer cargos públicos e tem sido sistematicamente perseguida.

O caráter revolucionário associado a Maria Corina Machado, uma mulher que elegeu-se a deputada mais votada do país quando disputou a eleição em 2010, fundou seu próprio partido, o Vente Venezuela e não se escondeu em nenhum momento desde que destacou-se como a voz mais potente nas denúncias dos abusos cometidos pelos regimes de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, se manifesta em sua postura intransigente contra o regime chavista na Venezuela, liderando a luta por eleições livres e a transição para a democracia. Exerce a oposição de forma ruidosa e destemida, mobilizando esforços para desafiar e enfraquecer a autoridade personalista do governo de Nicolás Maduro. Outra voz importante que denuncia os casos de violação dos direitos humanos na Venezuela é a ONG Foro Penal.

Na América Latina, muitas mulheres se tornaram símbolos da luta pela democracia. Durante a ditadura militar no Brasil (1964–1985) as mulheres participaram ativamente da militância política em oposição ao regime; como a ex-presidente Dilma Rousseff e criaram movimentos de resistência, como o Movimento Feminino pela Anistia, ampliado depois, para o Comitê Brasileiro pela Anistia, liderado pela assistente social e advogada Terezinha Zerbini, que foi fundamental para pressionar o governo pela libertação de presos políticos e retorno dos exilados. Terezinha foi presa, mas continuou na luta até presenciar a conquista da anistia ampla, geral e irrestrita em 1979.

Na Argentina, as Mães da Praça de Maio se tornaram um símbolo sensível e poderoso pela cobrança de notícias de seus filhos desaparecidos pela ditadura nas décadas de 1970 e 1980, durante o regime do ditador argentino Jorge Rafael Videla.

No Chile, as mulheres criaram o Movimento de Mulheres pela Vida, que inspirou resistência política a ditadura de Augusto Pinochet. A ex-presidente Michelle Bachelet tem sua vida marcada pela violência de Pinochet, que mandou torturar até a morte, seu pai, um general da força aérea, que se opunha ao regime do ditador. Michelle, sua mãe e irmãs também foram presas e torturadas. Michelle Bachelet transformou a dor em força, elegeu-se presidente do Chile em 2006,  dedicou seu governo a reconciliação nacional, a promoção dos direitos humanos no país. Embora seja frequentemente citada, nunca recebeu o Prêmio Nobel da Paz.  

Para além da América Latina, nutro especial admiração pela vida da paquistanesa Benazir Bhutto, uma figura política símbolo da luta e resistência feminina contra regimes autoritários. Filha de um primeiro-ministro que foi deposto, preso e assassinado após um golpe militar, Benazir liderou o partido do pai, denunciou a perseguição, a repressão política no país, foi presa inúmeras vezes por defender a democracia, o direito das mulheres e educação para as crianças. Venceu. Foi a primeira mulher a governar o Paquistão, um país mulçumano. Foi eleita primeira-ministra duas vezes. Foi assassinada durante um comício em 2007. Indicada muitas vezes, nunca recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Não faltam exemplos de mulheres corajosas que enfrentaram os fuzis, a violência física, a repressão e as celas solitárias, quis, porém, Maria Corina dedicar o Prêmio a Donald Trump.

Faço o que é certo, aconteça o que acontecer

O sociólogo alemão, Max Weber, fez uma conferência em 1919 para demonstrar que muitas pessoas se dedicam a política por convicção e senso de responsabilidade para com a sociedade. A ideia central de Weber foi externar suas observações sobre a política exercida por vocação, por um chamamento interior, onde o político age segundo seus princípios morais e ideais, vive para a política, para o bem comum, sem, contudo, ignorar que o poder e bem comum entram em tensão frequentemente.

O político em Weber é responsável pelo que suas decisões causam. É a ética da responsabilidade. O cenário político do parlamento estadual está repleto de discussões necessárias para o bem comum; estão em pauta; a saúde mental, feminicídio, qualidade dos serviços de distribuição de energia, déficit habitacional, desigualdade social & riqueza. O povo está vindo, curioso, querendo conhecer seus direitos quanto a qualidade dos serviços distribuídos; o povo está vindo furioso, temendo ser despejado, cobrando políticas habitacionais humanizadas, políticas públicas para controlar a violência nas escolas, o avanço do feminicídio, o descontrole da saúde mental, que dias atrás, numa audiência foi demostrado a conexão entre o número de acidentes de trânsito e o descontrole emocional, causado pela negligência com a saúde mental dos motoristas. O parlamento estadual está com a agenda voltada para a ressonância das dores da sociedade.

É difícil estabelecer sentimento de compreensão diante das desigualdades sociais em um estado considerado tão rico. A política ideal de acordo com o estoicismo é aquela que respeita a razão, a justiça e a fraternidade. Marco Aurélio, imperador romano e filosofo estoico escreveu em seu livro chamado Meditações: “O que não é bom para a colmeia não é bom para a abelha.” A filosofia antiga e a sociologia moderna convergem quando expressam que a ação política deve ser orientada pela ética e não por paixões e que servir ao bem comum exige caráter e resistência moral diante das seguidas tentações do poder.

A política é para servir. Nenhuma dor, nenhuma invasão de área, nenhum feminicídio deve ser invisibilizado. Então, o parlamento pode se abrir ainda mais. De modo que, os temas que incomodam a sociedade, embora alguns tenham alto custo político, sejam endossados pela Casa Legislativa, mais do que se gasta tempo com discursos fragmentados que só confirmam o preconceito de muitos contra os desvalidos que precisam de políticas públicas. Não digo isso como uma crítica a políticos ou partidos específicos.

Faço parte do grupo de pessoas que acredita que a política é uma atividade nobre na qual as pessoas, em sua maioria, dão o seu melhor, muitas vezes com grande custo pessoal. Portanto, é apenas uma observação sobre esse tempo político estranho, proximidade de eleições, que nos afoga em desinformação e conteúdo de baixíssima qualidade no discurso e nas redes sociais.

Isso não é exclusivo da política. Falo de política, porque a vivo intensamente como cientista social. A diferença com a política é, que através dela decidimos quem controla o Estado, que é um dos principais instrumentos para melhorarmos nossas vidas juntos. Por isso, é especialmente importante que a política faça sentido e pareça uma atividade normal vista de fora, preferencialmente uma atividade exercida por vocação. A vida é futurista e acelerada, tudo muda ao nosso redor, não temos tempo para sermos nostálgicos.

O que a vida quer da gente é coragem

Vivo com a impressão de que avançamos muito na história e progredimos na vida. Guerra, política, religiões, economia e desigualdade social existem de alguma forma há milhares de anos. No entanto, é surpreendente que muitos não pensam nem se preocupam com as guerras, com as possibilidades de mudanças através da política. Porém, se as coisas mudaram para melhor, essa é uma pergunta que todos precisamos nos fazer continuamente.

Muitos países estão passando ou acabaram de passar por mobilizações gigantescas motivadas por questões internas, como França e Estados Unidos, Brasil, na Austrália, em solidariedade a situação humanitária na Faixa de Gaza e no Nepal, uma impressionante multidão de jovens, bem jovens, chamados de geração Z, ou seja, estudantes, mobilizados através das mídias sociais derrubaram o governo em 9 de setembro passado, após uma escalada de protestos contra a corrupção, nepotismo e um sem-número de proibições do uso das redes sociais. O primeiro-ministro renunciou, uma juíza assumiu o cargo e a vida segue.

É indiscutível que o jogo político pode mudar. Em ambientes democráticos, para que um governo funcione, o povo precisa mantê-lo sob controle e expressar suas reivindicações. As situações turbulentas, os momentos adversos podem ser transformados. E quando leio uma pesquisa Quaest, de 2025 que 38% entre pessoas não ricas declararam ser nenhum pouco interessadas em política. Cito, então, uma passagem do livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, dita pelo personagem Riobaldo: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”

Não importa se você mora no Florais, Alphaville ou no Pedra 90, Dr. Fábio ou Contorno Leste. Todos, sem exceção precisam de políticas públicas para si, para seus empregados ou familiares. O rasgo que se tornou a antigamente linda avenida Rubens de Mendonça interfere negativamente na minha vida, na sua e de todos. Não era onde os ricos desfilavam seus carrões? Contudo, ainda é, entre lama, poeiras, desvios e cones por onde passam os ônibus que transportam trabalhadores para o Centro Político, Shopping e comércios, levam os estudantes para as escolas e ambulâncias levando doentes. Como não se importar, não pronunciar uma palavra sobre isso?

Distanciamento ideológico não é a mesma coisa que indiferença ou apatia política. Donald Trump impôs sanções a exportação de produtos brasileiros, você minimamente leu o porquê dessa doidera? Sabe quem foi o anticristo que interferiu junto ao governo americano e incentivou a punição a milhares de exportadores brasileiros? Você entendeu por que é necessário defender a soberania do país diante de interferência estrangeira?

Dias atrás a Câmara Federal aprovou a PEC da blindagem, que proibia prisão e processo de parlamentares que cometessem qualquer tipo de crime, sem autorização prévia dos colegas deputados e senadores e a blindagem se estenderia ainda a presidentes de partidos políticos. Fomos salvos por uma multidão que foi às ruas e pela lucidez que paira sobre a grande maioria dos senadores brasileiros. O Senador Alessandro Vieira, relator da PEC, ao ler seu voto, absolutamente contrário, disse que a aprovação seria um abrigo seguro para criminosos se instalarem na Câmara e no Senado e citou a frase mencionada acima, tirada do livro de Guimarães Rosa.

A Conferência do Clima – COP30, desorganizada ou não, está se aproximando, com 180 países comprometidos em atualizar suas metas climáticas, entre as quais, cita-se investimento em energia limpa. A organização cumpre a expectativa de integrar os povos originários no preparo e na agenda das discussões e estender maior proteção as suas terras. O governo brasileiro vem com a promessa de combater rigorosamente e zerar o desmatamento até 2030. Vamos nos preparar, ler e questionar para quando novembro chegar?

41% dos mato-grossenses não se identificam com a direita, esquerda ou centro

Um novo ‘player’ no cenário das eleições de 2026, não significa esquentar figuras tradicionalmente conhecidas para disputar o executivo estadual.  Um novo jogador seria uma figura que despertaria o senso de novidade e alternativa viável, que se posicionaria como uma terceira via ou renovação plena. Não percebo nenhum movimento que indique a existência dessa figura. Um novo player, que não seja retratado com um aventureiro surge em tempos esporádicos, quase sempre para tirar votos de um grupo e redesenhar a campanha com a criação de um novo grupo, como ocorreu em 2002.

É de conhecimento de todos e confirmado pelo Instituto de Pesquisa DataSenado, em estudo do ano passado sobre o posicionamento político dos brasileiros, que Mato Grosso é uma das cinco unidades da federação, num grupo em que estão Rondônia, Santa Catarina, Paraná e Roraima, com maior número de eleitores de direita, cerca de 36%, 9% se declararam progressistas e 8% do centro, enquanto 41% não se identifica com nenhuma destas tipificações e 6% não quiseram responder. Chama atenção o número de mato-grossenses que não se consideram de direita, nem de esquerda e nem de centro. É por aí a campanha: sem player novo e alto investimento político para conquistar esses 41%.

Senão, vejamos, o caminho natural promove a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta, um político forte, prefeito que transformou a pacata Lucas do Rio Verde num importante polo do agronegócio do estado, foi deputado estadual, é vice-governador, com visibilidade e independência. As variáveis indicam que o grupo teria ainda as opções de fomentar as candidaturas do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, que está na política desde os 22 anos de idade quando se elegeu vereador em Jaciara, onde foi prefeito reeleito, é deputado no terceiro mandato e presidente da Assembleia Legislativa e segue com o projeto de recondução ao quarto mandato e Cidinho Santos, ex-prefeito, ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios e ex-senador, que parece mais disposto a investir o tempo e prestígio para eleger o amigo Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, presidente do País.

Por outro lado, o Senador Wellington Fagundes, político há décadas, deputado federal de cinco mandatos, senador reeleito com mais de 825 mil votos, que há tempos sonha e articula a candidatura ao executivo. São 2 grupos separados apenas pelo extremismo e polarização exacerbada que contaminou a política em anos recentes, mas que sempre estiveram próximos, compartilham ideais políticos e colocam em dúvida inclusive, o voto da maioria dos eleitores e o Senador Carlos Fávaro, que ganhou grande visibilidade presidindo entidade ligada ao agro, foi vice-governador do estado, secretário, elegeu-se senador, é ministro da agricultura e deve agregar no seu entorno uma federação progressista, com apoio do presidente da República.

As possibilidades recaem sobre homens conhecidos, com longa trajetória na política. Não são pessoas com tradição de ideário extremista, capazes de incitar cidadãos a invadir, saquear e defecar nas sedes dos poderes. Ao contrário, são homens que entendem que o estado precisa assentar as diferenças para avançar em pautas que nos envergonham, como a epidemia e quase tradição no estado de assassinar mulheres.

Com senso de observação aguçado pela sociologia e ciência política, não percebo nenhuma possibilidade da entrada de um novo ‘player’ na campanha para governo no próximo ano. Não creio que haja cenário, tampouco personagem para encampar tal novidade. Absolutamente diferente do cenário de 2002, quando um ‘player’ novo percebeu a saturação do protagonismo do governo de Dante de Oliveira, que politicamente ocupava demasiado espaço, em importância local e nacional e decretou o seu fim.

Pacificação política

Uma frase importante sobre a crise institucional ocorrida nesta semana foi escrita numa manifestação, inclusiva muito criticada da Ordem dos Advogados do Brasil, mas salvo a frase: “Não se constrói democracia sabotando o próprio país. Ataques à soberania nacional são inadmissíveis. A liberdade de expressão é um valor constitucional, mas não pode servir de escudo para práticas antidemocráticas.” Sabotagem contra o Brasil tem ocorrido há certo tempo, quando o delírio e paixão injustificável pelos Estados Unidos, levou um deputado brasileiro a tramar contra a soberania e interesses nacionais e recentemente, nesta semana, a sabotagem ganhou o contorno de indisciplina com parlamentares amotinados na Câmara e no Senado, durante dois dias, desmoralizaram suas próprias lutas e pautas devido ao formato de circo imposto momentaneamente nos plenários, quando tentaram impor negociações de interesses pessoalizados, atrapalhando votações de interesse do povo.

Quando finalmente o presidente da Câmara, Hugo Mota conseguiu oficialmente restabelecer os trabalhos, ainda no meio do tumulto, fez um pronunciamento: “Nós não podemos negociar a nossa democracia, o nosso país, que tem que estar sempre em primeiro lugar, e não deixarmos que projetos individuais, projetos pessoais ou até projetos eleitorais possam estar à frente daquilo que é maior do que todos nós, que é o nosso povo, que é a nossa população que tanto precisa das nossas decisões.”

Em todos os aspectos, a democracia não é um regime onde tudo é permitido. A democracia envolve limites e a submissão da lei. E apesar da obstrução de pauta ser um instrumento democrático previsto no regimento das duas Casas, a presepada sem precedentes, que paralisou o parlamento, foi pautada pelo excesso, falta de educação, num momento em que todos os parlamentares deveriam estar negociando acordos para pacificar o Brasil. Estamos todos, eleitores, sociólogos, cientistas políticos, exaustos desse clima desequilibrado, com diálogos interrompidos por ofensas e ataques de políticos nacionais, em tentativas de abalar a soberania nacional.

O que o governo de muitos países e do Brasil tem reforçado é que seus países são soberanos e nós deveríamos nos orgulhar e lutar para que a independência do nosso país seja uma pauta inegociável. As tentativas de desmoralizar as instituições tem um único propósito, negociar e pressionar para livrar o ex-presidente das medidas cautelares impostas pela justiça e garantir continuidade do mandato de um parlamentar que há quase cinco meses não comparece ao trabalho e se autoexilou em outro país. A ausência sem justificativa a um terço das sessões é uma das hipóteses que prevê perda de mandato.

Caminhamos para eleições gerais daqui há um ano, com demandas urgentes em nosso estado, como a violência brutal contra a mulher, o crescimento e dominação das facções criminosas, a conclusão da obra de duplicação da BR-163, que todos os dias registra acidentes com vítimas fatais, como a colisão frontal entre uma carreta e ônibus, que deixou 11 mortos no local e vários feridos, inclusive em estado grave. Não podemos ficar aqui esticando a corda da polarização, torcendo contra a vitalidade da democracia brasileira e agindo contra nossos mercados comerciais, aplaudindo medidas de retaliação e intromissão estrangeira. O mercado caça jeito, novos parceiros surgem, como uma companhia aérea da Dinamarca que comprou 45 jatos da Embraer e pediu preferência para comprar mais 10, companhia aérea mexicana adquiriu 20 aeronaves brasileiras, a China está ampliando significativamente as importações do café brasileiro e autorizou recentemente 183 novas empresas brasileiras a exportar café para o país, além disso, vários itens que estavam sobretaxados tiveram as tarifas revistas e retiradas.

Portanto, a vida segue, a diplomacia opera dentro de suas lógicas e devemos parar de superestimar a hostilidade e recorrência à violência política e organização de motins desrespeitosos e violentos, que tiveram que ser negociados com pulso firme pelas lideranças partidárias.

O que nós queremos é que o debate seja restabelecido.

O amor não pode ser perigo mortal

Se o amor muitas vezes machuca, não dá para mensurar a dor que o ódio é capaz de provocar. Em tempo em que predomina a aspereza, a necessidade de machucar, de diminuir e ofender, o espetáculo da grosseria, da violência está no meio das discussões, novamente e sempre. Não temos controle sobre o outro, embora acreditemos que conhecemos profundamente as pessoas com quem nos relacionamos, a quem atribuímos expectativa sobre nossa felicidade. O amor de quem te ama não está sobre seu controle. Ame-o de volta, mas concentre-se nas coisas que estão sob seu controle. Assim, se perder o amor, não perderá a identidade.

A raiva é uma emoção destrutiva, mas causa raiva e repulsa contar os socos, olhar para o rosto desfigurado de uma jovem mulher que foi brutalmente espancada, sabendo o namorado que a cena brutal estava sendo filmada e poderia ser usada contra ele. Logo no dia seguinte, aqui perto, tiros calaram os sonhos de uma migrante que fez sua travessia com as filhas em busca de uma vida melhor no Brasil. Mas logo aqui? O quinto país do mundo que mais mata mulheres, com arma branca, tiro, socos. O estado de Mato Grosso há dois anos é o estado brasileiro onde mais se mata mulheres. 2,5 casos por 100 mil habitantes, a maior taxa de feminicídio do país. Mato Grosso tem 2 cidades entre as dez mais matam mulheres no país, Sorriso e Tangará da Serra e os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, confirma ainda que os assassinos dormem ao lado.

Em geral, a violência parte de homens com vínculos afetivos com as vítimas. E o uso das câmeras de celular que poderiam aumentar o risco de o agressor ser identificado e denunciado não causa intimidação. A violência é um espetáculo que não tem freio. Numa cidade de Mato Grosso, há dias atrás, o ex-companheiro atacou a ex-mulher sob as vistas de dois outros homens que passavam pela rua e calmamente escolhiam o melhor ângulo para filmar as agressões e tentativa de assassinato.

A cantora Joelma sempre nas mídias performando alegremente, revela para a mesma mídia o inferno que viveu durante 18 anos de um relacionamento repleto de abusos físicos, psicológicos e materiais. As idas e vindas, as promessas rompidas, o ciclo se repetindo, com olhos roxos, lábio partido, ameaça de ser jogada pela janela de um hotel. Essas denúncias dão visibilidade ao tema e reforçam a urgência de discutirmos a prevenção e a conscientização sobre a violência contra a mulher.

Ocorre que as famílias não conversam sobre a violência, a escola não encaixa o tema na grade escolar, as medidas de segurança pública não conseguem antecipar medidas de proteção, sobretudo porque a violência é mascarada com cenas de arrependimento, choro, promessas e as agressões são trancadas dentro dos lares, como um segredo de família, é o que sente o corregedor nacional do Ministério Público, o procurador Ângelo Fabiano Farias da Costa, que quase solitariamente colocou o combate à violência doméstica como a prioridade absoluta de sua gestão. O dr. Ângelo tem viajado pelo Brasil, analisando de que forma o Ministério Público pode se tornar mais ágil, oferecer rede de proteção efetiva, mais conscientização das mulheres para que busquem apoio e medidas protetivas o quanto antes. 64% das vítimas de feminicídio são mortas dentro de casa.

Por mais que o tema da violência contra a mulher tenha ganhado destaque em todas as mídias, nas políticas públicas dos governos, o procurador registra que não há nenhum arrefecimento, os números e as imagens continuam assustadores.

O Senado italiano não buscou meio termo para tratar o tema, recrudesceu a pena o máximo possível e aprovou, por unanimidade, 161 votos favoráveis e nenhum contra a pena de prisão perpétua, para quem comete feminicídio. O projeto precisa ainda ser aprovado na Câmara Baixa. Há prisão perpétua no sistema jurídico italiano e a pena já foi aplicada em 2024 depois de grande mobilização e pressão diante do assassinato da jovem Giulia Cecchettin, morta pelo ex-namorado.

A soberania e o rigor da lei em oposição a ideologia

Antes de tudo, cito Norberto Bobbio, para quem a soberania de um país é absoluta, perpétua, indivisível, inalienável e imprescritível. Embora, no momento estejamos cercados de adversários e vendedores da nossa soberania, vamos entendê-la não como um retorno ao estado absoluto, mas como uma vitória do constitucionalismo.

Percebemos que a busca por uma colaboração internacional cada vez mais estreita e às vezes, promíscua em termos políticos, com alianças construídas fora das relações institucionais, caso recente entre Brasil e Estados Unidos, onde a ideologia baseada em narrativas que não merecem credibilidade falou mais alto e levou o presidente americano a invadir nossa fronteira com agressões verbais, com estabelecimento de medidas coercitivas ao impor taxas alfandegárias de 50% aos produtos brasileiros e vetar a concessão de visto americano para ministros, verbalizando em alto e bom som, que as medida podem ser revistas num possível recuo do judiciário para beneficiar o ex-presidente da república, em aliado, sem utilidade outra, senão facilitar a entrada atropelada de Trump no maior país e mais importante economia da América Latina. Tarifaço e veto a vistos são moedas para negociação política.

Vale lembrar que a parceria Trump-Bolsonaro começou em 6 de janeiro de 2021, quando Donald Trump perdeu a eleição presidencial para Joe Biden nos votos e seus aliados, alegando que a eleição fora fraudada promoveram ataque sem precedentes ao Capitólio, quebrando móveis, símbolos nacionais, a ordem vigente, desrespeitando a Constituição. Foram todos processados e muitos presos. Em 2022, ao perder a eleição no Brasil, o ex-presidente Bolsonaro copiou o presidente americano derrotado e iniciou uma ladainha interminável, sem provas de que a eleição havia sido fraudada. Liderou então, o movimento de manter pessoas alienadas acampadas ou ao relento na porta dos quartéis. Reuniu-se durante meses, fato comprovado por vários colaboradores, em depoimento à justiça, tentando elaborar uma minuta de ordem para um golpe de estado, apoiado por alguns cabos e soldados. Faltou apoio de militares graduados, faltou apoio político, mas a violência dos atos de 8 de janeiro de 2023, copiado dos apoiadores do derrotado Trump, culminou com prisões e processos dos participantes dos atos violentos contra as instituições brasileiras. Tempo depois, as pessoas que serviram de marionetes na porta dos quartéis foram abandonadas à própria sorte e chamadas pelo ex-presidente de ‘malucos’.

Porém, a eleição perdida em 2022, tem nome: COVID-19. Ao ignorar a ciência, protelar até não poder mais para comprar as vacinas, ao debochar, ao vivo na televisão das pessoas morrendo sem ar, pelo agravamento do quadro da doença, ao chamar a dor do luto das pessoas de mimimi. Em depoimento no Senado, o diretor do Instituto Butantan disse que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a promover a vacinação, porque ofereceu vacinas ao Ministério da Saúde em julho de 2020 e somente em janeiro de 2021, depois de muita negligência, o governo brasileiro resolveu agir. Bolsonaro enterrou junto aos mortos pela pandemia, aí incluo meu pai, sua chance de reeleição.

Curtindo a vida nos Estados Unidos, num autoexílio, sem trabalhar, está o filho, deputado licenciado, Eduardo Bolsonaro, inflando o ego megalomaníaco do presidente americano com narrativas fantasiosas, influenciando o entorno do presidente Trump para que a administração americana imponha sanções ao Brasil.  Patriota? Na verdade, ele mira o próprio umbigo, buscando certo protagonismo para alavancar sua candidatura à presidente do Brasil em 2026. Não é pelo pai dele, não é pelo Brasil e sim, por um projeto pessoal de poder.

O mimimi causado pelo cumprimento da ordem judicial, de colocar tornozeleira eletrônica em Bolsonaro, diante de possibilidades concretas de ele deixar o país e se autoexilar nos Estados Unidos, sob a proteção de Trump, não faz sentido. Nesse caso, é mimimi mesmo. O ex-presidente Fernando Collor, de 75 anos, usa o adereço e passa bem.

A premonição de Jair Bolsonaro de que deve ser preso até final de agosto é uma revisita dele aos atos que praticou quando era livre e poderoso.

A violência é de todos e está em toda parte

A violência é um problema social que afeta a todos os povos, independentemente da raça, idade, condição socioeconômica e cultura. A violência é tão antiga quanto todas as sociedades. A violência na sociedade existe em todos os lugares e conforme definição da Organização Mundial da Saúde é o uso intencional de força física ou poder, em forma de ameaça ou real, com alta probabilidade de causar danos, ferimentos e morte. 80% das mortes por violência ocorrem fora das áreas de conflitos armados.

Diante da impressionante, alarmante e repugnante incidência de violência ocorrida esta semana, independentemente de classe social, cor, raça, idade e método da violência, deparamos com a notícia de um adolescente de 14 anos, que usou a arma do próprio pai para matá-lo e também a mãe e o irmão ainda bebê porque os pais não permitiram que ele viajasse sozinho do interior do Rio de Janeiro para uma cidade de Mato Grosso para conhecer pessoalmente uma namorada virtual. Ao ser apreendido declarou não haver arrependimento algum.

Uma mãe e o padrasto agrediram brutalmente uma criança de menos de 2 anos; um homem jovem apunhalou a esposa e a filha de 7 anos enquanto ambas dormiam. A mulher não resistiu, a criança encontra-se hospitalizada em estado grave. Ontem, um homem foi flagrado por câmeras de segurança, andando pelas ruas segurando uma faca, havia acabado de tirar a vida da esposa e fugia com a tranquilidade de quem sabe que a justiça é pouca.

A sociedade brasileira foi construída em moldes violentos em praticamente todas as instâncias sociais numa cultura herdada, diluída no cotidiano. Fica evidente que tudo que se tem feito até agora não tem sido o suficiente para erradicar o fenômeno da violência tão evidente, em uma cultura caracterizada pelo machismo, possessividade, falta de dignidade humana e pela certeza da pena pouca, da frouxidão das leis e pela mania absurda de normalizar os atos selvagens de seres humanos.

O Papa Francisco, ao tratar da violência, citou o excesso de controle, a possessividade como arma inimiga do bem, que mata o afeto. Disse que a violência decorre, em parte pela pretensão de possuir o afeto do outro, da busca de uma segurança absoluta que mata a liberdade e sufoca a vida, tornando-a um inferno.

Michel Foucault, em Vigiar e Punir narra a execução do condenado Damiens, condenado por tentativa contra Luís XV. foi submetido a um suplício público brutal, que incluía queimaduras com tochas de cera e com metais derretidos e esquartejamento. Tirado da carroça, seu corpo foi puxado e desmembrado por quatro cavalos. Os membros consumidos pelo fogo.

O sofrimento do corpo de Damiens foi exibido para intimidar a população e comunicar que a mão do estado era dura para punir. Com a transição para o Estado Moderno, os suplícios foram substituídos pela punição moderna. Cada nação construiu seu código de punição, as penas passaram a ser calculadas de acordo com a gravidade do crime e o grau de periculosidade do criminoso. Os corpos assassinos deixaram de ser punidos e passaram a ser vigiados por sentinelas e agora a tarefa está a cargo das câmeras.

Não, não vamos voltar a era dos suplícios, deve haver medidas que contemplem o vigiar e o punir rigorosamente.