O voto é ainda obrigatório em muitas democracias

Uma votação livre e transparente deveria ser o começo do que é exigido de uma democracia. Contudo, existem atualmente 32 países com voto obrigatório em todo o mundo. Entre esses incluem-se: Austrália, Argentina, Brasil, Chile, Equador, Uruguai, Cingapura, Chipre, Grécia e outros. Desses 32 países, 12 fazem cumprir literalmente as leis do voto obrigatório com sanções e cobrança de taxas contra quem não comparece para votar. A Austrália é um país considerado particularmente especial no quesito da obrigatoriedade do voto, porque é uma democracia considerada madura. Os Australianos são obrigados a votar nas eleições federais desde 1924 e pesquisas recentes mostram que regularmente setenta a oitenta por cento dos australianos apoiam o voto obrigatório e exercem esse direito.

No Brasil, o voto é obrigatório desde 1932 e transformado em norma constitucional a partir de 1934. Regulamentado para dar credibilidade ao processo eleitoral, foi justificado como algo conveniente ao interesse social. No Brasil as eleições são pelo sistema universal e direto com voto obrigatório e secreto. O voto é obrigatório para homens e mulheres com mais de 18 anos e facultativo para os analfabetos, para os maiores de 70 anos e para os jovens com idades entre 16 e 18 anos. A participação da sociedade no processo eleitoral brasileiro cresceu muito devido a concessão do direito do voto ao analfabeto e aos jovens maiores de dezesseis anos.

O debate que me envolve é sobre o que acrescenta o voto obrigatório a uma democracia, se melhora a participação do eleitor, aumenta a consciência dos eleitores sobre as principais questões políticas, e se reduz gastos de campanha. O voto obrigatório deve ser visto como um dever ou meramente um direito?

Diter Nohlen, cientista político alemão, um estudioso dos sistemas eleitorais e procedimentos de voto, sobretudo na América Latina diz que a adoção do voto obrigatório é uma medida institucional válida em muitos regimes democráticos, até porque, além de garantir presença da maioria no processo eleitoral, serve também para garantir a participação de grupos religiosos e minorias que se opunham a participar e proibiam seus seguidores de votar.
É uma coisa boa conseguir apoio para um candidato que você estima e confia. É razoável exortar os seus vizinhos e informar-lhes sobre questões que afetam sua comunidade. Mas é irresponsável incentivar o voto apenas para “votar”. Esse ato em si não expressa nenhuma virtude cívica .

Grande parte do eleitorado mostra-se totalmente desinteressada na política, não sabe nada sobre os candidatos, e não querem lidar com compromissos fora de hora para fazer proposições. Nesse caso o o processo eleitoral apenas recebe votos aleatórios para suprir o sistema com informações distorcidas e induzidas.

A votação é não só um direito, mas uma responsabilidade. Um ponto de liberdade, onde todos têm a palavra e a responsabilidade de expressar a sua opinião, caso contrário o sistema não funciona. O direito de votar deveria se sobrepor a obrigatoriedade e as pessoas deveriam exercer esse direito sem serem abordadas ou mesmo conduzidas pelos candidatos. Mas há ainda muitas razões obscuras pelas quais algumas pessoas não se interessam pela política. O voto obrigatório empurra essas pessoas desinteressadas a votar sem preferência por um candidato em particular, sem desejo algum de contribuir com o histórico do sistema político. Não creio que um ato forçado possa adicionar legitimidade a um governo.

Mas na contramão do questionamento, alguns estudos apontam todavia, que o voto obrigatório proporciona altos níveis de participação e isso diminui o risco de instabilidade política criada por crises ou líderes de índole duvidosa, porém carismáticos. Será?

O Direito, o Dever e a Obrigação de votar

Na democracia brasileira, o indivíduo tem direito ao voto, embora seja também obrigado a votar, então esse direito implica também uma obrigação. Não são direitos e obrigações forças quase antagônicas? Um direito é algo que você tem o privilégio de ser concedido, ao passo que uma obrigação é algo que lhe é determinado a fazer.

Votar é um dever cívico e isso deveria bastar considerando que seria provavelmente verdade que a maioria dos cidadãos sentem que têm obrigações com suas cidades. É preciso ter cuidado para distinguir entre fazer algo que é para o bem comum e algo que não tem nenhum benefício para a cidade e seria apenas vantagem para certos políticos. O ato de votar só tem valor se produzir algum benefício tangível para a comunidade. O voto em si, em cumprimento à obrigação legal, não tem muito sentido.

É o cidadão que vota que pode informar, educar e mudar mentalidades, atitudes e práticas. Se estamos bem informados e educados, podemos fazer a diferença na luta por um mundo melhor. Na eleição municipal a cidade fica em nossas mãos, para melhor ou para pior. Governos, organizações não-governamentais e indivíduos devem se engajar em uma conversa global sobre as comunidades que eles querem ter no futuro.

A base de uma forte estrutura institucional para o desenvolvimento de uma cidade são as pessoas. Pessoas como consumidores, ativistas, voluntários e cidadãos responsáveis. As pessoas ativamente envolvidas em suas comunidades e sociedades podem garantir ações para combater eficazmente as questões prementes que estancam o desenvolvimento da cidade.

Ao discutir o futuro que queremos para nossa cidade, o objetivo é incentivar as pessoas a imaginar como as sociedades podem construir um governo que promove a prosperidade para todos, sem degradação. Oportunidades de promover mudanças não aparecem todos os dias e o período eleitoral pode ser, além de todo o mal que alguns lhe atribui, uma oportunidade única para discutir os desafios que enfrentamos e as soluções que podemos perseguir para abordar os novos desafios emergentes, visualizar e planejar o caminho que queremos trilhar.

O mau político está aí por toda parte, ensaiando passos novos para encantar você. Manifeste sua sabedoria e discernimento para orientar, guiar e inspirar o processo político a um resultado notável. Na solenidade política ouvi atentamente a fala de uma autoridade criticando a indiferença política de muitos, sobretudo dos que detêm conhecimento. A certa hora, a autoridade disse que a Lei da Ficha limpa seria absolutamente desnecessária se o cidadão cumprisse com sua responsabilidade de votar analisando o perfil dos candidatos e espontaneamente barrando os maus políticos. Mas as pessoas, ainda indiferentes ao que se passa na sua comunidade, excluem-se da responsabilidade e eximem-se de toda culpa. Daí ser necessário criar uma lei para fazer cumprir um dever.

Precisamos renovar sempre, as ideias e as pessoas por que o ato de administrar não pode ser um trabalho meramente metódico. A sociedade ​​precisa contar com os cidadãos sensíveis e responsáveis, com organizações da sociedade civil que se elevam à altura do desafio com engajamento cívico para alcançar o desenvolvimento e transformar a vida das pessoas.

Uma revolução virá, queiramos ou não, pois, não podemos mais alterar a sua inevitabilidade. E um mundo novo só pode ser construído em parceria com cidadãos responsáveis e o indivíduo pronto para entrar numa sociedade com outro indivíduo tem o direito e o dever de tomar informação sobre a vida privada do novo sócio, porque disso depende a confirmação dos compromissos de um para com o outro.

Treze exemplos de mulheres

Numa amanhã de outono, no ano de 2004, treze avós indígenas, vindas do Alaska, América do Norte, Central e Sul, África e Asia, se reuniram em Nova York for 3 dias, com o objetivo lúdico de formar uma aliança global pelo bem da humanidade, para a abertura de uma nova era de compreensão para as questões básicas da saúde, uma era de amor e amizade entre os os povos, um modo de viver mais natural.  Formou-se  o Conselho Internacional de Treze Avós Indígenas, que representam uma aliança global de educação, oração e cura para a Terra, todos os seus habitantes, até as próximas sete gerações vindouras.Estão profundamente preocupadas com a destruição sem precedentes da natureza e a destruição de modo de vida dos indígenas. As avós realizam projetos que protegem as diversas culturas pelo mundo; medicamentos, linguagem e cerimonias de oração e projetos que educam e alimentam crianças.

Essas 13 avós estão em movimento permanente pelo mundo, marchando pela paz, pela preservação e sustentabilidade do modo indígena de viver, rezando pela restauração da paz em áreas de conflitos, compartilhando ensinamentos e profecias nas comunidades que visitam. Estiveram no Brasil, mais precisamente em Brasília em outubro do ano passado. Elas são em pessoas, a prece caminhando em nossa direção, com suas histórias inspiradoras de convivências tribais, inclusive guerras. O Conselho é a voz da sabedoria, uma voz só, única, melodiosa em espiritualidade, diversidade cultural, etinias; uma herança de igualdade, justiça e liberdade para todos. Apesar dos desafios e dos sofrimentos e sacrifícios experimentados, as 13 avós indígenas demonstram coragem suficiente para acreditar que apenas a liberdade pode sustentar a democracia, que apenas a justiça cura dá esperança e que igualdade de oportunidades para todos faz a paz prevalecer.

O princípio que as mantém juntas é a fé. Elas acreditam que foram guiadas para estarem juntas e para desenvolverem o trabalho que fazem. Acreditam que seus caminhos estão conectados entre todas as formas de fé e cultura, mas que são todas alimentadas pela mesma chama: o conhecimento dos ancestrais.

Dentre as 13 avós indígenas há duas brasileiras; Maria Alice Campos Freire, uma das mais velhas do grupo, presa política e exilada, que morou muitos anos na Europa e na África, onde encantou-se com as cerimônias de cura da alma. Anistiada, voltou ao Brasil  e embrenhou-se na Floresta Amazônica , fundou o Centro Medicina da Floresta, que faz uso de plantas típicas da região para curar pessoas doentes. A comunidade é dedicada a trazer paz e felicidade para as pessoas, cuida de crianças e jovens a quem ensina preservar a floresta e de quem espera a continuidade do seu trabalho, através do conhecimento tradicional. Essa avó brasileira acredita que o sofrimento imposto pelo seu passado, tenha ajudado a abrir a sua espiritualidade.

A outra brasileira que compõe o Conselho das 13 Avos Indígenas é Clara Shinobu Iura, psicóloga, filha de migrantes japoneses,formada em filosofia pela USP, desde criança Clara queria ajudar os outros. Tinha visões freqüentes com o planeta em agonia  e deixou que as portas de sua percepção fossem abertas e conviveu com pessoas de diferentes crenças e práticas espirituais, até que juntou-se a avó Maria Alice Campos Freire, na floresta amazônica.Clara, a avó brasileira, crê que as palavras proferidas pelas13 avós são bem recebidas pelos homens que governam o planeta e isso fará despertar a criança que existe em cada um deles, iluminando a experiência espiritual de cada um deles, para que possam reverter o curso da história.

O Conselho Internacional das 13 Avós Indígenas ( Aama Bombo, do Nepal , Takelma Band, Beatrice and Margaret Behan, Rita Pitka, Rita Long  , Estados Unidos, Bernadette, do Gabão, Clara Shinobu e Maria Alice,do Brasil, Flordemayo, da Nicarágua, Julieta Cassimiro, do México, Tsering Dolma, do Tibet e Mona Polaca que serve as Nações Unidas),  são mulheres pequenas, com amor imenso, com fé que pode promover mudanças e dar esperança para a próxima geração.

Falar da mulher através da história dessas 13 belas mulheres, que nos dias de hoje,   oferecem suas preces para iluminar nossa consciência, é falar de uma pequena semente que está sendo plantada em nossos corações. Quando perguntadas o que são: bruxas, videntes, médiuns? Elas respondem: “ Somos mulheres sábias”.

A natureza do homem é julgar

Não julgue os outros. Isso é obviamente mais fácil falar do que praticar. Muitas pessoas alimentadas pela insegurança desdenham o trabalho dos outros, veem erros, culpas e má-fé em tudo. Isso os faz pensar que fariam melhor, que produziriam melhores resultados, mas será que a estratégia de colocar os outros para baixo para construir a própria auto estima dá certo? Dificilmente.

Em vez de aceitar incondicionalmente as pessoas por quem elas são, optamos por julga-las. Há muitas razões que nos levam a cair nessa armadilha. Podemos julgar os outros porque não compartilhamos o mesmo pensamento; por que esperamos o pior e na maioria das vezes, porque queremos prejudicar alguém.
Quase todos os pontos mencionados expressam uma visão negativa, pessimista ou fatalista, porque o julgador não espera as coisas fluírem para avaliar, ele não tenta entender o mecanismo de funcionamento do sistema. Precipitadamente ele enxerga o caos porque no fundo ele quer mesmo que tudo dê errado. Há sempre quem culpar.
Somos rápidos para encontrar defeitos nos outros e pronunciar o nosso julgamento sobre eles, sem levar em conta os nossos próprios defeitos ou lidar com nossos problemas, quando somos confrontados.

O ideal seria não julgar ninguém, tampouco a nós mesmos. Devemos ser encorajados a melhorar nossa própria performance diante dos outros e nos nossos afazeres e gastar menos tempo julgando, tentando corrigir ou alterando o que não se encaixa nos padrões que determinamos como corretos.
Sempre que você se pegar julgando, criticando, tente uma abordagem diferente: aceita, entenda e coopera. Isso pode levar a alguns resultados bem mais positivos.

Isto pode ser aplicado a qualquer coisa que você faz: seja com as outras pessoas no trabalho, na política e na mídia. Quando as pessoas dispõem de fórum para debates e não utiliza as ferramentas adequadamente, partindo para o julgamento peremptório ou afobado, incorre em erros, se deixa levar e não contribui. O que faz alguém crer que apenas ela tem o poder de ver o que está errado? Um visionário?
Às vezes somos rápidos para julgar ou formar uma opinião sobre os outros, sobretudo quando nós não conhecemos as motivações. Julgamos e condenamos antes de conhecer os fatos ou verdades sobre um assunto. Há uma citação de Booker T. Washington, que diz: “ Eu não permito a nenhum homem diminuir e degradar minha alma fazendo-me odiá-lo”. É isso que às vezes fazemos quando julgamos os outros, degradamos a nossa própria alma.

Devemos nos importar pouco com o Julgamento dos outros. Os homens são tão diversos quanto contraditórios e é impossível atender as suas demandas vaidosas e satisfazê-los.
Seja autêntico e verdadeiro. Esqueça a plateia, as bravatas e não discuta os erros dos outros apenas para sentir-se a melhor pessoa do mundo. A tendência de julgar uma pessoa como alguém que não tem qualidades positivas é uma estratégia do ego para evitar sentimentos desconfortáveis, são falas para provocar reações emocionais.

Se você julga as pessoas, você não tem tempo para amá-las, teria dito Madre Tereza de Calcutá.

É preciso abandonar a zona de conforto

Para vivermos nossos sonhos, devemos nos esticar para além da nossa zona de conforto e experimentar coisas novas, mesmo quando não sabemos como elas vão terminar. É importante se abandonar ao medo do desconhecido e confiar que seremos capazes de lidar com os obstáculos e desafios. Nem sempre isso significa saltar sem uma rede de proteção, sem qualquer apoio ou conhecimento do que você está fazendo. Significa simplesmente, dar pequenos passos na direção em que você quer ir.

Pessoas que só assumem o que elas sabem que pode fazer bem, são as que vivem dentro da zona de conforto. É uma tendência natural que as pessoas queiram ficar cômodas e seguras dentro de suas realidades habituais, mesmo sendo, às vezes, infelizes. Mas a segurança deve ser encontrada dentro de nós mesmos. Segurança para participar, contestar, entender e mudar. Sair da zona de conforto é o melhor método de promover o crescimento pessoal e profissional. Pisar fora do barro que amassamos todos os dias demanda coragem e determinação. O crescimento, obviamente será proporcional à mudança que promovemos ou ao desconforto que talvez, estejamos querendo experimentar. Eu aprendi a crescer numa sensação, às vezes incômoda, de desconforto. Os desafios não vem mansos e se a mudança não assusta, talvez ela não esteja de fato acontecendo.

Não adianta fazer um acordo consigo para deixar a zona de conforto, é preciso comprometer-se a experimentar um caminho novo, vencer medo, ver para além da fronteira do que os olhos enxergam. Conhecendo bem a si mesmo, você sempre identificará o momento oportuno para uma grande mudança. Cometer erros e de forma responsável aprender com eles é parte desse exercício.
É preciso, assim muita coragem para dar um passo atrás de um trabalho ou produto que não estão totalmente prontos. Mas pensa no prazer imenso de lapidar algo com seu conhecimento, com sua perícia. Como será ser desafiado, estar completamente desconfortável fora da sua zona de proteção? Não é bom estar animado, correspondendo à novas expectativas, lidando com novas estratégias?

A nossa natureza conservadora impede nosso movimento e nossa interação com o que é novo. Mas vale espiar e conhecer novos valores, culturas diferentes, novas políticas que estão sendo implementadas aqui e ali. Não deixa, porém, de ser um desafio encontrar pessoas cujos valores se assemelham aos nossos, mas se quisermos crescer, há um vasto mundo de possibilidades também nos espiando. A zona de conforto nos protege de perigos, muitas vezes, apenas imaginários. Perceba que sair da sua zona de conforto pode ser também divertido, apesar do que sua mente medrosa pode estar dizendo antes de você começar. Mas lá atrás, todos nós um dia começamos algo novo e certamente temos muitas memórias positivas dos riscos que corremos e das chances que aproveitamos. Nada excitante, divertido e importante acontece quando nos calamos.

Muitas pessoas se dispuseram a sair de suas zonas de conforto na semana passada, para discutir temas polêmicos, que podem interferir diretamente na vida dos indivíduos. Sair da zona de conforto também significa estar mais envolvido nas conversas, exercitar pessoalmente os direitos, sensibilizar-se com as situações sociais, ir ganhando coragem, se expondo gradualmente, independentemente de quem você é, onde você mora.
Vivenciar a cultura de apoiar, encorajar e promover a tomada de risco e incerteza, vai deixar você mais corajoso quando chegar a hora de pular de cabeça rumo ao desconhecido.

Mas se você olha para o caminho que você está seguindo e gosta de onde você está, você pode aproveitar o passeio. Mas se você não gosta do destino, a única solução é abandonar sua zona de conforto, saltar e mudar para uma nova pista.

A natureza do amor

O amor desempenha um papel enorme e inevitável em nossas culturas. Discute-se o amor no filme, na música, na novela, de forma séria e densa, ou com certa ironia. É um assunto constante no amadurecimento de nossas vidas, com um tom quase sempre vibrante. Dia 14 de fevereiro ocorre a celebração do amor quase no mundo inteiro. Isto remonta aos tempos antigos, quando as pessoas pagavam honras ao deus romano da fertilidade. Outras lendas envolvem o nome de Saint Valentine ou Valentinus. Em algumas teorias ele aparece como sendo um padre que fazia casamentos escondidos do Imperador Romano Claudius II, que preferia que seus guerreiros fossem homens sem famílias.

A natureza do amor tem sido, desde o tempo dos gregos, um esteio na filosofia, produzindo teorias que vão desde a concepção materialista, em que se vê o amor como um fenômeno puramente físico, um desejo ou elemento genético que determina nosso comportamento, até as teorias do amor intensamente espiritual. O tratamento filosófico transcende uma variedade de explicações, em formatos de declarações ou argumentos sobre o amor e sua natureza e papel na vida das pessoas.

O amor deve transcender o desejo sexual e a aparência física? Como podemos conhecê-lo, compreendê-lo a ponto de fazer declarações sobre o que sentimos pelo outro? Novamente, ele é retratado intimamente ligado às emoções. Mas seria ele uma condição puramente emocional? Sócrates argumentava que vislumbramos o amor, porém sua verdadeira essência pode não ser compreendida por todos.

Outro ponto de vista seria que, aqueles que não o sentem ou nunca o experimentaram, são incapazes de compreender a grandeza do amor e, por isso, sentem apenas desejo físico. Isso porque o sentimento seria para os que possuem as faculdades mais elevadas. Para viver o amor romântico é necessário adentrar-se em outras esferas. Ele é considerado um estágio mais elevado do que a atração sexual ou física por si só.

Um estudo importante, realizado por John e Julie Gottman sobre relacionamentos, constatou que os casais que apresentaram sinais mais evidentes de amor e felicidade são aqueles que nutrem grande amizade um pelo outro. Numa relação amorosa, a amizade permite que cada um seja conhecido como um indivíduo. Sentir que seu parceiro está interessado em conhecer você e dedicar-se a conhecê-lo melhor, faz com que o amor seja mantido vivo e a chama da paixão permaneça forte.

Um casal alimenta a amizade quando trava conversas interessantes e íntimas, porém simples. Basta perguntar ao seu parceiro como ele está se sentindo para criar um diálogo e construir a ligação emocional. Afinal, no relacionamento, cada um deve trazer mais do que o sexo para a vida do outro. A vida a dois deve ser recheada de momentos de diversão, aventura, conversa, carinho e apoio. A conexão deve dar-se em vários níveis. Isso vai aprofundar a natureza do amor dentro do relacionamento. Segundo o estudo dos Gottman, quando os rituais de conexão amorosa são bem feitos num relacionamento, ajudam os casais a celebrarem seus vínculos e ficarem juntos apesar de todos os tipos de provações.

Em todos os textos prevalece a ideia do amor romântico, que na versão de Aristóteles, faz duas pessoas encontrarem no outro a alma das virtudes. O amor, ainda segundo Aristóteles, é algo exclusivo, porque seria um excesso de sentimentos que se revela numa só pessoa.

Homens aprisionados

Um trecho da República, de Platão, a “Alegoria da Caverna” é uma figura de clássica alegoria à condição humana. É uma história que mostra como a verdadeira realidade nem sempre é o que parece ser na superfície. A alegoria da caverna é um diálogo fictício entre Sócrates e Glaucon, irmão de Platão.
Três prisioneiros foram acorrentados no interior de uma caverna durante muito tempo. Eles foram acorrentados com a cabeça virada contra a parede da caverna e tudo o que podiam ver e ouvir eram as sombras, estampadas nessa parede dos objetos carregados por aqueles que passavam às suas costas, à frente de uma grande fogueira e os ecos dos ruídos vindos do mundo exterior. Esta era a única realidade que eles conheciam.
Então um dia, um prisioneiro consegue libertar-se.

Ele está cego pela luz fora da caverna e espantado ao ver uma realidade completamente nova de pessoas, animais e objetos que ele nunca conheceu. Ele volta a caverna para contar aos amigos prisioneiros a notícia, mas para seu espanto eles não acreditam que existe outra vida lá fora e para eles o mundo das sombras é a única realidade. A alegoria da caverna serve supostamente para explicar como algumas pessoas ainda vivem acorrentadas em uma caverna e o que podemos fazer para nos libertar da escuridão e alcançar o entendimento e a verdade e como podemos escolher entre ser um homem sem dote ou o rei das sombras.

A alegoria da caverna insinua que nossa tragédia reside simplesmente na nossa recusa em reconhecer que vivemos em uma certa condição de prisão perpétua, agarrando-nos às imagens e sons das sombras e fechando os olhos para a realidade.
A alegoria inteira poderia ser interpretada em múltiplas dimensões; misticamente, psicologicamente e politicamente.

A consciência é o primeiro passo no processo de compreender os fatos, sair da escuridão e enfrentar o mundo real com posicionamento, sem negligência. Ao nos libertarmos das ilusões que cegam passamos a existir dentro dos princípios que acreditamos válidos.
À medida que as decisões dos outros afetam ou beneficiam nossas vidas, devemos procurar entende-las. Esse entendimento, em seguida, nos dá a oportunidade e liberdade para mudarmos as coisas que queremos mudar. Não devemos viver fora do âmbito da comunidade e dos governos da nossa cidade. Mas para tomar decisões e fazer escolhas temos que ter certa percepção do mundo.

Percepção realista do mundo de hoje inclui todos os sinais de alerta. Não devemos ter medo de sermos inadequados, não devemos temer o poder dos outros, não podemos permitir que a nossa luz nos assuste.

E você, como está percebendo o mundo? O que está acontecendo a sua volta? Você sente as ações do governo no sua vida cotidiana? Ver o mundo como ele realmente é, sem nenhuma mediação imposta é um sonho perseguido desde a Antiguidade.

Percepção, em termos simples, é a compreensão ou a consciência de algo por meio de um ou mais dos sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato. Você pode, por exemplo, perceber a presença de uma pessoa em uma sala, porque você testemunhou com seus próprios olhos, ouviu passos ou sentiu a vibração de alguém andando pelo chão. Essa seria uma percepção básica do nosso mundo físico.
Assim, suas percepções gerais não são apenas sobre como você percebe o mundo ao assistir notícias, mas como você está respondendo ao mundo que você percebe através das notícias. Você está vendo e respondendo ao mundo com bondade, sem julgamento, respeito e compaixão ou através da lente da insegurança, preocupação, resignação, medo ou raiva?

Portanto sair da caverna é aceitar a luz da percepção, compreender o mundo, aprender o funcionamento da estrutura básica dos negócios, da política e da vida. Porque o que aprisiona o homem é a incerteza diante do descortinar do novo dia, o que aprisiona o homem é a não deliberada vontade de romper, de seguir um rumo, de ser livre.
O homem aprisionado não vê adiante, não rompe com conceitos estreitos, fica lá furtivo e silencioso, olhando a vida através da sombra estampada na parede da caverna.

As metas da Declaração do Milênio

No ano de 2000, representantes de 191 países assinaram em conjunto com as Nações unidas, a Declaração do Milênio; um compromisso, considerado importantíssimo para libertar a humanidade da extrema pobreza, do analfabetismo e da fome. Definiram então 8 metas a serem alcançadas até o ano de 2015:

Erradicar a extrema pobreza e a fome;

Atingir a meta universal de conclusão do ensino básico;

Promover a igualdade entre homens e mulheres;

Reduzir a mortalidade infantil;

Melhorar o atendimento a saúde materna;

Combater a AIDS, Malária e outras doenças;

Garantir a sustentabilidade ambiental e

Desenvolver parcerias globais para o desenvolvimento.

No relatório emitido em 2011, assinado pelo Sub- Secretário Geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Relações Sociais, Sha Zukang, está o detalhamento da avaliação severa dos avanços ou cumprimento das metas. Ao ler o relatório fica claro que muitas vidas foram salvas ou mudadas para melhor desde que os líderes mundiais assinaram a declaração, que ajudou a definir as prioridades nacionais e depois globais. A pobreza diminuiu em muitos países devido as intervenções focadas nas áreas críticas citadas. A meta estabelecida  para 2015  é baixar a taxa de pobreza global para 23% e com esforço redobrado trabalhar com a possibilidade de 15%. Ser pobre, do sexo feminino e ainda viver em uma zona de conflito aumenta
a probabilidade de que a criança vai estar fora da escola, entretanto a taxa de escolarização de crianças na escola primária subiu 7 pontos percentuais desde 1999.   As ações direcionadas conseguiram também reduzir a mortalidade infantil, sobretudo devido a melhora na cobertura das vacinas. As incidências de morte por malária foram reduzidas em 20% em todo o mundo e essa meta foi atingida com intervenção rígida dos agentes comunitários de saúde, governos e parceiros. Novas infecções pelo HIV estão diminuindo de forma constante, graças ao aumento dos valores destinados a pesquisas e aumento do número de pessoas recebendo terapias, o que tem reduzido o número de mortes relacionadas à AIDS. O progresso tem sido desigual na melhoria do acesso a água potável  e o esforço para garantir isso não surtiu ainda o efeito esperado, muitos países e comunidades encontram-se vulneráveis. As oportunidades de emprego em setores produtivos continuam a castigar as mulheres. O homens preencheram quase todas as vagas, especialmente no mundo em desenvolvimento. Os avanços em saneamento ignoram os pobres e há aproximadamente 828 milhões de pessoas no mundo, vivendo em condições de favelados.

Os líderes mundiais que se reuniram em 2010 para a análise do documento reafirmaram o compromisso com a paz, igualdade, equidade e sustentabilidade e chamaram a atenção para os desafios de estancar as desigualdades e assegurar o acesso de mulheres e meninas à educação básica, serviços de saúde e oportunidades de trabalho. No site do Ministério das Relações Exteriores o assunto é tratado dentro do panorama internacional e o Governo Brasileiro mostra-se comprometido no cumprimento de tais metas, porém enfatiza que é necessário mais empenho dos países ricos para ajudar os mais pobres a vencerem as mazelas da pobreza. Faltando apenas 03 anos para findar o prazo estabelecido no documento, o Brasil anuncia que cumpriu a meta imposta pela ONU de reduzir em 50% o número de pessoas que passam fome. Agora o objetivo é erradica-la. A última década foi de transformação notável e de crises aparentemente intermináveis. Nós vimos milhares de pessoas saltarem da pobreza para as fileiras da classe média, mas enfrentamos problemas persistentes como as doença, pobreza, crises financeiras e guerras. Talvez precisamos mesmo de líderes, que estejam dispostos a enfrentar esses desafios.

O engajamento político deve ir além do ato de votar

Como mudar o mundo? Aqueles que estão preocupados com os rumos perigosos do desenvolvimento global estão questionando isso com certa veemência porque as instituições têm-se revelado muito tímidas nas reunião que tratam dos desafios ambientais e sociais do nosso tempo. Ainda bem que, sonhadores, podemos imaginar o despertar de um novo ator social: um movimento coordenado de cidadãos globais que lutam em todas as frentes tentando construir uma civilização planetária justa e sustentável.

O Projeto Carnegie encomendou uma análise oportuna sobre a formação dos valores, conhecimentos, habilidades e motivação que garantam o engajamento político e cívico das pessoas ao longo de suas vidas. A preocupante queda na participação dos jovens nos processos eleitorais é uma justificativa e tanto para os programas de engajamento cívico e político, a exemplo do próprio projeto da Carnegie.

Estas são questões legítimas, que lançam desafios de longo prazo tentando aumentar a participação do indivíduo na política. Mesmo se todos os jovens adultos que já confirmaram suas intenções de votar comparecerem nas cabines de votação, não devemos anunciar que a missão foi cumprida e desmantelar os nossos programas. O fato de que jovens de hoje votam menos que os mais velhos fizeram na mesma idade é apenas uma peça de um poderoso conjunto de razões para incentivar a cidadania engajada.

A necessidade de esforços engajamento contínuo deve ser forte e vigilante, para a reversão dessa realidade num agradável ponto de dados mostrando o aumento de voto entre os jovens. Impossível? Não. Porque mesmo assim, muitas categorias ainda estariam sub-representadas nas urnas. Então, ao invés de descansar, qualquer ascensão na votação entre os jovens adultos deve incentivar novos trabalhos, particularmente para que nenhum grupo se sinta excluído do processo político.

Embora a participação dos eleitores seja certamente importante, existem outras razões para observar atentamente e apoiar os esforços de engajamento cívico e político. Todos os cidadãos são absolutamente necessários para a legitimidade da governança democrática e para reforçar nossa cultura democrática. Na excitação de uma campanha no entanto, é preciso também se preocupar com a qualidade geral da participação dos eleitores. E essa preocupação pode ser externada no trabalho para aumentar o conhecimento político relevante, as habilidades e motivações que podem apoiar a cidadania empenhada e eficaz. Todo esforço para validar o engajamento político serve para promover valores cívicos que apoiam a participação política plena.

Não temos um cenário ideal de participação democrática nas eleições e portanto muito trabalho está por vir. Se melhorarmos a qualidade geral da nossa participação na vida política, onde a democracia é entendida como a meta definitiva, também precisamos continuar a promover o voto e outras variedades de modos de participação que contribuam para uma cultura democrática e vibrante do desenvolvimento do cidadão. Nós também precisamos ir além da mera contagem de votos. Jovens e adultos devem decidir através de atos políticos, como e por que eles devem exercer voz e influência política.

As campanhas políticas são momentos fragmentados e impotentes para alavancar a transformação holística, para criar uma visão alternativa e estrategicamente eficaz que possa despertar a consciência e propor uma nova forma de organização política. A medida que evoluímos com um projeto que deve promover uma política de confiança, também selamos um compromisso de unidade e equilíbrio com os movimentos populares, que desenvolveram inúmeras identidades nacionais mais nclusivas e conscientes. Podemos observar o prenúncio do movimento no coro crescente dos cidadãos associados chamando para uma mudança fundamental do curso de nossas vidas.

Organizações e indivíduos têm trabalhado assiduamente em toda a extensão dos problemas ambientais e sociais que o mundo enfrenta. Os grandes encontros anuais do Fórum Social Mundial, os protestos em todo o mundo contra as guerras, os movimentos globais por justiça social e meio ambiente, além de campanhas coordenadas para influenciar a política internacional são as expressões tangíveis da crescente preocupação do público.

E como nos aproximamos dos governos da nossa sociedade global? Uma resposta adequada deve abordar a participação efetiva e consciente do cidadão no processo eleitoral local, enfrentar os desafios contra a fragmentação da nossa ordem política, fazer coro na ladainha de críticas dos problemas supra-nacionais, como; mudança climática, estabilidade financeira, o conflito cultural, comida, segurança, o esgotamento dos recursos naturais, a globalização econômica e a lista continua…Imagina o avanço de um movimento global de cidadãos preocupados, articulados e envolvidos na promoção da mudança, representando de fato o surgimento da sociedade civil engajada, onde o envolvimento político iria muito além do ato de votar.

Talvez nos encontramos hoje no meio de uma crise eleitoral, onde a fé e confiança em nossos sistemas de voto estejam corroídas. Mas, se a democracia significa o governo por, de, e para todas as pessoas, e não apenas para uns poucos privilegiados, temos de estar preocupados com aumento da inclusão das vozes e dos votos que exercem influência em todas as arenas políticas.

Feliz ano de resoluções práticas e tangíveis

 A confiança sempre foi a base da promessa. A crise de confiança que estamos vivendo faz entrar em colapso todo nosso processo de segurança. Sem confiança nossa estrutura racha. A confiança é um conceito interessante. É o que mantém em funcionamento as estruturas da sociedade. Evolutivamente falando, devemos confiar para sobreviver. A confiança exige discrição, tato, transparência, trabalho bem feito, engajamento  e reciprocidade.  E então, curiosamente o que nos leva a não confiar em nossos próprios projetos e consequentemente em nós mesmos?

Devemos refletir sobre nossas aspirações e definir metas significativas para melhorar a saúde e acessar a felicidade. Isso soa bem, mas quantos de nós realmente manteremos  nossa resoluções de Ano Novo depois de passado um mês ou dois?
Não seremos muitos, de acordo com um estudo realizado pela psicólogo americano Richard Wiseman. A pesquisa mostra que 52% das pessoas estavam confiantes de que  atingiriam suas metas no ano passado, mas apenas 12% conseguiram.  Aqueles que tomaram medidas significativas para alcançar suas resoluções, definiram-nas, confiaram nos seus objetivos estão entre os que mais conseguiram realizar seus desejos, ao contrário daqueles que não firmaram qualquer compromisso específico.
É  fundamental definir os objetivos com sinceridade e tomar resoluções práticas e tangíveis. 
A confiança é a palavra chave. Nada de objetivos nebulosos como, “eu vou ser saudável, eu vou economizar”. Seja específico consigo mesmo e quantifique as metas; vai malhar quantas vezes na semana, depositar quanto na poupança? Na sequencia inicie o processo de realização das metas, colocando em prática os passos administráveis para executar seu projeto.

Para escrever realmente esse capítulo no seu livro, você deve reservar tempo para si mesmo, para planejar e acompanhar o progresso de seu projeto. Mantenha o controle de quantas vezes, em pensamento, você quis desistir dos seus objetivos. Preste atenção à auto-sabotagem da mente, que pode ter uma tendência a depreciar nossos valores. Cada pensamento que temos é uma intenção. É normal sentir medo, dúvida, ou se preocupar, mas para progredir, é importante deixar para trás os sentimentos negativos. Confie! Não se tranque nos seus objetivos. Converse com quem compartilha a mesma resolução para avaliar os progressos e os desafios.  
Situações de estresse pode levar você a deslizar em seus objetivos, porém mantenha-se firme no cumprimento de suas promessas temporais, que geralmente primam pela falta de originalidade, mesmo quando mudam os atores entrevistados. O psiquiatra americano Lorenzo Norris, de Washington e o residente Rachna Vanjani, da Universidade de Boston foram ouvidos numa pesquisa para identificar também quais seriam as resoluções de ano novo que os médicos aprovariam em seus pacientes.  Claro que em primeiro lugar eles esperam que seus pacientes confiem e cumpram suas decisões, como por exemplo,  praticar algum tipo de exercício.  Apesar do lugar comum, essa é uma promessa que se cumprida, transformaria a mente, o corpo e a alma. Reparar os sinais emitidos pelo corpo, pode ser tarde demais, a visita periódica ao médico, o check-up não é uma idéia ruim. Cuidados com a alimentação é recomendado para manter os nível de  energia no organismo, além de práticas solidárias simples, como ser grato e gentil.

Se lhe falta inspiração, as sugestões dos psiquiatras para melhorar sua condição de felicidade seria;  levar uma vida mais saudável, ler mais para inteirar-se dos fatos e ampliar suas perspectivas para poder discutir todos os assuntos pertinentes narrados pela mídia, aprender  um novo idioma, ajudar os outros e economizar algum dinheiro.

 Uma coisa é certa. A vida raramente sai como planejado. Precisamos manter o foco e a atenção no que mais importa, senão corremos o risco de ver as demandas cotidianas roubando nossa possibilidade de melhor futuro.