Não é cedo para falar das eleições de 2026

O momento presente não é tão cedo assim, porque sinais visíveis indicam que a campanha está tomando forma e os indícios são as reorganizações das forças políticas, as tensões diante dos anúncios de apoios de uns a outros, organização de chapas prováveis, o assédio aos prefeitos, os políticos circulando com mais assiduidade pelo interior do estado para inauguração de obras, visitas a feiras e para falar com a imprensa. O tom das conversas, discursos e publicações na mídia está ficando mais propositivo, fala-se de futuro, projeta um novo tempo, destacando os projetos e feitos que o candidato realizou no mandato. Quem não tem mandato ainda, está em atividade intensa nas redes sociais, se comparando com políticos de mandato, criticando-os, ao mesmo tempo que tenta participar do grupo político destes.

Em conversa com analista político dias atrás, compartilhamos o pensamento que não há de onde possa surgir um novo player na eleição em todo estado, portanto as análises devem recair sobre os nomes dos políticos conhecidos, cujos cargos a disputar podem ainda ser embaralhados. Ouvi que não está fácil antecipar fatos, prever resultados que se confirmem em 04 de outubro e que ironicamente está fácil perceber quem serão os derrotados no pleito de 2026.

As pesquisas de intenção de votos, estimuladas ou não que estão registradas são boas para consumo interno dos partidos, dos grupos políticos, porque sobre o resultado da eleição em si, ainda não dizem muito. As conversas formais entre os caciques estão acontecendo. As coligações e federações que foram definidas; como entre o União Brasil e Progressistas, que apresenta números estratosféricos com 109 deputados federais e 15 senadores, o que pode representar a maior força política do Congresso, domínio do horário eleitoral e volume surreal de investimento em campanhas, já que somados, terão 1 bilhão de reais de fundo eleitoral. Agora, como conciliarão os interesses nos estados, já é motivo de burburinho e ameaça de debandada. A União Progressista ainda aguarda homologação do Tribunal Superior Eleitoral, o que pode acontecer até seis meses antes das eleições.

A realidade política dos estados geralmente é ignorada nas articulações e formalização de alianças, sempre concebidas de cima para baixo, por isso noticia-se insatisfações, traições e debandadas e outras propostas de federações retrocederam por falta de consenso e afinidade ideológica entre os partidos.

Na prática, se quer ser ouvido e respeitado o político precisa convergir suas estratégias para que sejam percebidos sua estatura política e o alcance de sua liderança. Isso não é arrogância ou vaidade, é estar pragmaticamente em conexão com a sociedade que representa, inspirando com responsabilidade. Portanto, chiadeira, mudanças de partido, antecipações de candidaturas, construção de alianças, são movimentações naturais que agitam o cenário político em véspera de eleições.

Com ameaças de políticos tradicionais mudar o domicílio eleitoral para garantir a continuidade do poder em outro estado, fato, que embora legal, lança luz de desprezo nas lideranças locais, as eleições de 2026 exigem atenção redobrada. Atentos devem estar o povo e a justiça eleitoral de Mato Grosso, que foi muito elogiada esta semana, durante a celebração dos 93 anos do TRE MT e muito se falou dos desafios que o órgão tem que superar para cobrir a gigantesca proporção territorial do estado, para que os cidadãos possam exercer o direito de escolher seus candidatos. A expectativa, pelo visto tem-se cumprido quanto a rigidez na observação das leis e imputação de penas, porque estamos recebendo informações sobre vários vereadores eleitos em 2024, cujos mandatos estão sendo cassados pela Justiça Eleitoral, 1 ano depois.

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