Quanta amargura!
Não reclame tanto do sol, do calor
Nessa época do ano é sempre assim;
unidade baixa, temperatura alta.
Daqui ha pouco passa,
vem a chuva do cajú, lembra?
Então, deixa a natureza seguir seu curso!
Quanta amargura!
Não reclame tanto do sol, do calor
Nessa época do ano é sempre assim;
unidade baixa, temperatura alta.
Daqui ha pouco passa,
vem a chuva do cajú, lembra?
Então, deixa a natureza seguir seu curso!
“Políticas de combate à pobreza urbana: um quadro geral de ação”. Este estudo é o resultado do projeto “Cidades: a gestão das transformações sociais e do meio ambiente”, um projeto de pesquisa-ação realizado pelo programa MOST e dado como contribuição para a Unesco, foi coordenado por Geneviève Domenach-Chich, que atribuiu ao Projeto Cidades o objetivo de incentivar iniciativas destinadas a melhorar a qualidade de vida e incentivar os cidadãos a desempenhar o seu papel no ambiente urbano.
O Projeto foi implementado como parte de uma estratégia para combater a pobreza e beneficiar as populações urbanas mais carentes. Fica claro também que os moradores devem ter iniciativas pró-ativas para melhorar sua própria condição de vida.
O projeto contribui para a formação de agentes locais nas áreas de gestão social e ambiental, desencadeia um processo de desenvolvimento e facilita a transição de uma estratégia anti-pobreza para uma estratégia de desenvolvimento, contribui para a construção de uma cultura democrática com senso de preocupação comum com o bem-estar, através de parceria entre as pessoas e os seus representantes eleitos e, portanto, visa reduzir a distância entre as pessoas e o poder local. O elatório lança luz sobre instituições como reguladores da vida social, um papel que nem as associações de bairro nem as ONG de desenvolvimento podem assumir, apenas o poder público.
A democracia deveria ser uma arena pública para lidar com os conflitos. Entretanto, um grande problema que enfrentam os projetos de desenvolvimento urbano é o fenômeno muitas vezes observado que os pobres são suspeitos para a política e para os políticos. As pessoas carentes se sentem distantes da arena política e das questões da sociedade. Esse distanciamento quase sempre é criado pelos compadrios políticos e pela perda de legitimidade dos órgãos públicos ou simplesmente pela ausência deles onde o cidadão pobre vive. O poder local não pode ficar desacreditado, não se pode creditar as ONGs ou associações o cumprimento de deveres que são de responsabilidade do poder público.
Não há nenhuma forma outra de combater a pobreza sem estar pronto para lidar com os conflitos que inevitavelmente são desencadeados em um ambiente urbano, porque as pessoas sistematicamente tornam o poder público o alvo de suas denúncias, as pessoas se ressentem desse distanciamento. Os órgãos democráticos devem ouvir as vozes dispersas da sociedade civil, das populações marginalizadas pela pobreza.
A pobreza é muito mais do que renda, é a falta de comida, de trabalho, dinheiro, abrigo e roupas. Pobreza é a sensação de impotência diante da vida, é não ter voz, não ter liberdade, é ansiedade e medo do futuro, da extorsão, da brutalidade. A maioria dos pobres urbanos são condenados a viver no isolamento social; é como viver num cativeiro, esperando ser resgatado. Enquanto isso, a criminalidade aumenta, a violência explode. E estas formas marginais de comportamento ocorrem exatamente porque o poder público local deixa de desempenhar o seu papel de acolher os mais necessitados.
De modo geral as pessoas pobres não têm sido capazes de tirar proveito das novas oportunidades econômicas por causa da falta de conexões, de informações, de habilidades, de apoio e de crédito. Os pobres, que trabalham principalmente no setor informal, experimentam uma vida insegura e imprevisível; os trabalhos não são confiáveis e tem baixos retornos. Para os pobres ouvidos na pesquisa uma vida boa ou bem-estar é a paz de espírito, é uma boa saúde, o sentimento de pertencer a uma comunidade, segurança, a liberdade de escolha e ação e uma fonte estável de renda, para que não falte comida.
O Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial e a quinta nação mais populosa do planeta, ficando atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia, respectivamente.
Bem, o Brasil é o Brasil – um país imenso e único, povoado em sua maioria por brancos, depois pardos e pretos e 817 mil pessoas se auto declararam indígenas.
O Brasil, um país de muitos contrastes e matizes diversas, único país que fala Português em um hemisfério de vizinhos de língua espanhola, o que não é fácil de explicar sobre um país que é fácil de apreciar e de amar.
Nosso território já era habitado por uma grande população de índígenas, que viviam segundo suas próprias organizações tribais e tradições, quando os portugueses desembarcaram aqui em 22 de abril de 1500. Porém até agora o Brasil não foi totalmente descoberto, há ainda um território vasto e misterioso a ser descoberto pelos próprios brasileiros. Apresentam no exterior uma imagem ainda distorcida de um belo país, que é um refúgio para o futebol, corrupção, violência, samba, liberdade e carnaval.
A situação estável do Brasil político atrai investidores e sua democracia duramente conquistada também fornece aos investidores estrangeiros a garantia que não haverá por aqui nenhuma revolução popular. As ditaduras militares não vingaram no Brasil e o poder civil foi retomado em 1985.
O desenvolvimento veio de certa forma rápido. O país já tem um automóvel para cada cinco brasileiros, embora em várias cidades já têm menos de dois habitantes por veículo, como ocorre na Alemanha e Estados Unidos. Segundo a pesquisa o número de veículos em circulação no País cresce em ritmo muito superior ao da população.
O Brasil tem hoje 137 mil milionários e cerca de 30 bilionários. O cálculo é da revista americana Forbes, que avisa: essa tendência deve continuar por pelo menos mais três anos. No mapa dos mais ricos, estão Rio e São Paulo, com 70% deles.
Em meio ao crescimento populacional e econômico, alguns dados revelados pelo próprio IBGE nos remete a uma realidade desanimadora. Há ainda 14,1 milhões de analfabetos no País, a maioria homens ainda jovens, que moram na Região Nordeste, mais de 7 milhões de crianças trabalham no Brasil quando deveriam estar nas salas de aulas.
A violência apresenta números escabrosos divulgados pelo Departamento Penitenciário Nacional – DEPEN , 513.802 brasileiros estão presos, com um número de presos 69% superior ao número de vagas existentes nos estabelecimentos penais do país. Daí o círculo vicioso da superlotação e da não recuperação do preso. E por que estão presos? Bem no Brasil, 137 pessoas são assassinadas por dia.
O Brasil tem inacreditáveis 16,2 milhões de pessoas vivendo em condições de pobreza extrema, segundo dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE. Para que uma pessoa esteja enquadrada no conceito de pobreza extrema, ela deve ter renda mensal de até R$ 70 por mês ou pouco mais de R$ 2 por dia.
Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para melhorar o padrão de vida de sua população. Acometidos ainda por problemas básicos como a má distribuição de renda e injustiças sociais, a maioria dos brasileiros parece fazer vista grossa para seus milhões de pessoas famintas, que são escondidas nos arredores ou debaixo dos viadutos das grandes cidades.
Nossa, quando se percebe ja e quinta-feira.
O tempo voa, os sonhos tambem.
Tenho receio de não alcanca-los.
Eu sou forte porque já fui muitas vezes fraca,
Eu não tenho medo porque já fui muito medrosa
Eu tenho certa sabedoria porque já fui muitas vezes tola.
Eu gosto de gente de coração puro, sorriso generoso.
De gente que não inventa, não acusa, não desiste, que tenta e luta para superar as dificuldades.
Eu gosto de gente diz o que sente com zelo, que sabe ganhar e esperar.
Eu gosto de gente que não é perfeita,
que atenua os defeitos e que sabe rimar amor com desamor, frieza com dor.
Eu gosto de gente que não teme o mau humor da segunda-feira,
porque sabe que o sorriso está esperando para brilhar!
James Madison – quarto presidente dos Estados Unidos e uma das muitas mãos e cérebros que escreveram a Constituição Americana, pontuou certa vez que as pessoas devem ter virtude e inteligência para selecionar homens de virtude e sabedoria para governar. Disse que se não há virtude entre nós, que estamos numa situação miserável, porque não se pode supor que qualquer forma de governo vai garantir a liberdade ou a felicidade, sem governantes virtuosos.
A virtude e inteligência deverão ser exercidas por quem seleciona esses homens, a virtude deve estar sobretudo nos homens da comunidade. Então, a questão não é simplesmente confiar nos políticos, mas sim, confiar nas pessoas que estão a escolhê-los. A principal utilidade do voto moderno está na possibilidade de coagir um regime a perder em favor de uma crescente onda de escândalos, de violência e de travessuras políticas ou econômicas.
Considerando o argumento de que a liberdade inspira as pessoas a votar em quem elas querem, não seria necessário gastar tanto dinheiro em campanhas para persuadi-las. Hoje, mesmo com a evolução indiscutível dos sistemas de controle, ainda é simplesmente impossível regular gastos de campanhas e as contribuições efetivamente recebidas de forma minimamente coerente.
Eu não devo vender meu voto pelo maior lance porque seria isso o mesmo que despir-me do mais elementar direito político e da minha liberdade. A rendição dos meus direitos e liberdades em prol do dinheiro seria definitivamente terrível para o status de alguém considerado um cidadão livre. Vender o voto é algo como qualquer outra prática ou operação entre sistemas corrompidos. Como encarar as pessoas de frente, confrontá-las sobre qualquer assunto, se elas sabem que você pode ser comprado a qualquer preço?
Mas essa prática é tão real, na sua gama de resultados onde os ricos, principalmente, mas não necessariamente sempre vencem. Eu acho que faria mais sentido manter o dinheiro fora da política, embora isso seja complicado e nem um pouco atraente para as campanhas.
Porém o que há de atraente a respeito da posição de gastar o quanto quiser para comprar votos clandestinamente?
Quem venderia o voto? Os eleitores pobres, as pessoas mais carentes e que iriam vender por um preço insignificante para o candidato. Os eleitores mais pobres se unidos, poderiam ter grande influencia para mudar a sociedade em seu favor, porque eles podem balançar o sistema político, expressando seus valores. Ao subverter a ordem e venderem seus votos, reduzem sua influencia social em troca de uma ilusão de favorecimento financeiro.
Argumento que o voto não é só um direito, mas é também uma tutela. Você tem o voto não para avançar nos próprios interesses privados, mas a fim de avançar ao encontro do bem público. O eleitor deve esforçar-se para situar o que é bem público e ter boa fé para votar, porque dentro desse raciocínio, vender o voto é alienar um bem público para fins privados.
Gastar dinheiro em publicidade para convencer os outros a votarem no entanto, não se qualificaria como corrupção, mas o dinheiro gasto nas campanhas eleitorais contudo, é uma forma extremamente ineficiente e velada de compra de votos. Meu voto não tem preço, tem um padrão.
Mostre ser um homem honesto, que acredita na democracia e nas lutas cotidianas em defesa desses conceitos que embora imprescindíveis, são frequentemente violados. Eu voto baseada nos princípios morais, valores éticos, voto nos trabalhadores incansáveis , em homens valentes e entusiasmados diante das adversidades. Homens que com ousadia transformam atrasos em inovações. Voto no homem, que mesmo asfixiado pelo orçamento, trabalha em benefício do povo, independente de toda e qualquer condição política e social.
E você, quanto acha que vale seu voto?
Uma votação livre e transparente deveria ser o começo do que é exigido de uma democracia. Contudo, existem atualmente 32 países com voto obrigatório em todo o mundo. Entre esses incluem-se: Austrália, Argentina, Brasil, Chile, Equador, Uruguai, Cingapura, Chipre, Grécia e outros. Desses 32 países, 12 fazem cumprir literalmente as leis do voto obrigatório com sanções e cobrança de taxas contra quem não comparece para votar. A Austrália é um país considerado particularmente especial no quesito da obrigatoriedade do voto, porque é uma democracia considerada madura. Os Australianos são obrigados a votar nas eleições federais desde 1924 e pesquisas recentes mostram que regularmente setenta a oitenta por cento dos australianos apoiam o voto obrigatório e exercem esse direito.
No Brasil, o voto é obrigatório desde 1932 e transformado em norma constitucional a partir de 1934. Regulamentado para dar credibilidade ao processo eleitoral, foi justificado como algo conveniente ao interesse social. No Brasil as eleições são pelo sistema universal e direto com voto obrigatório e secreto. O voto é obrigatório para homens e mulheres com mais de 18 anos e facultativo para os analfabetos, para os maiores de 70 anos e para os jovens com idades entre 16 e 18 anos. A participação da sociedade no processo eleitoral brasileiro cresceu muito devido a concessão do direito do voto ao analfabeto e aos jovens maiores de dezesseis anos.
O debate que me envolve é sobre o que acrescenta o voto obrigatório a uma democracia, se melhora a participação do eleitor, aumenta a consciência dos eleitores sobre as principais questões políticas, e se reduz gastos de campanha. O voto obrigatório deve ser visto como um dever ou meramente um direito?
Diter Nohlen, cientista político alemão, um estudioso dos sistemas eleitorais e procedimentos de voto, sobretudo na América Latina diz que a adoção do voto obrigatório é uma medida institucional válida em muitos regimes democráticos, até porque, além de garantir presença da maioria no processo eleitoral, serve também para garantir a participação de grupos religiosos e minorias que se opunham a participar e proibiam seus seguidores de votar.
É uma coisa boa conseguir apoio para um candidato que você estima e confia. É razoável exortar os seus vizinhos e informar-lhes sobre questões que afetam sua comunidade. Mas é irresponsável incentivar o voto apenas para “votar”. Esse ato em si não expressa nenhuma virtude cívica .
Grande parte do eleitorado mostra-se totalmente desinteressada na política, não sabe nada sobre os candidatos, e não querem lidar com compromissos fora de hora para fazer proposições. Nesse caso o o processo eleitoral apenas recebe votos aleatórios para suprir o sistema com informações distorcidas e induzidas.
A votação é não só um direito, mas uma responsabilidade. Um ponto de liberdade, onde todos têm a palavra e a responsabilidade de expressar a sua opinião, caso contrário o sistema não funciona. O direito de votar deveria se sobrepor a obrigatoriedade e as pessoas deveriam exercer esse direito sem serem abordadas ou mesmo conduzidas pelos candidatos. Mas há ainda muitas razões obscuras pelas quais algumas pessoas não se interessam pela política. O voto obrigatório empurra essas pessoas desinteressadas a votar sem preferência por um candidato em particular, sem desejo algum de contribuir com o histórico do sistema político. Não creio que um ato forçado possa adicionar legitimidade a um governo.
Mas na contramão do questionamento, alguns estudos apontam todavia, que o voto obrigatório proporciona altos níveis de participação e isso diminui o risco de instabilidade política criada por crises ou líderes de índole duvidosa, porém carismáticos. Será?
Na democracia brasileira, o indivíduo tem direito ao voto, embora seja também obrigado a votar, então esse direito implica também uma obrigação. Não são direitos e obrigações forças quase antagônicas? Um direito é algo que você tem o privilégio de ser concedido, ao passo que uma obrigação é algo que lhe é determinado a fazer.
Votar é um dever cívico e isso deveria bastar considerando que seria provavelmente verdade que a maioria dos cidadãos sentem que têm obrigações com suas cidades. É preciso ter cuidado para distinguir entre fazer algo que é para o bem comum e algo que não tem nenhum benefício para a cidade e seria apenas vantagem para certos políticos. O ato de votar só tem valor se produzir algum benefício tangível para a comunidade. O voto em si, em cumprimento à obrigação legal, não tem muito sentido.
É o cidadão que vota que pode informar, educar e mudar mentalidades, atitudes e práticas. Se estamos bem informados e educados, podemos fazer a diferença na luta por um mundo melhor. Na eleição municipal a cidade fica em nossas mãos, para melhor ou para pior. Governos, organizações não-governamentais e indivíduos devem se engajar em uma conversa global sobre as comunidades que eles querem ter no futuro.
A base de uma forte estrutura institucional para o desenvolvimento de uma cidade são as pessoas. Pessoas como consumidores, ativistas, voluntários e cidadãos responsáveis. As pessoas ativamente envolvidas em suas comunidades e sociedades podem garantir ações para combater eficazmente as questões prementes que estancam o desenvolvimento da cidade.
Ao discutir o futuro que queremos para nossa cidade, o objetivo é incentivar as pessoas a imaginar como as sociedades podem construir um governo que promove a prosperidade para todos, sem degradação. Oportunidades de promover mudanças não aparecem todos os dias e o período eleitoral pode ser, além de todo o mal que alguns lhe atribui, uma oportunidade única para discutir os desafios que enfrentamos e as soluções que podemos perseguir para abordar os novos desafios emergentes, visualizar e planejar o caminho que queremos trilhar.
O mau político está aí por toda parte, ensaiando passos novos para encantar você. Manifeste sua sabedoria e discernimento para orientar, guiar e inspirar o processo político a um resultado notável. Na solenidade política ouvi atentamente a fala de uma autoridade criticando a indiferença política de muitos, sobretudo dos que detêm conhecimento. A certa hora, a autoridade disse que a Lei da Ficha limpa seria absolutamente desnecessária se o cidadão cumprisse com sua responsabilidade de votar analisando o perfil dos candidatos e espontaneamente barrando os maus políticos. Mas as pessoas, ainda indiferentes ao que se passa na sua comunidade, excluem-se da responsabilidade e eximem-se de toda culpa. Daí ser necessário criar uma lei para fazer cumprir um dever.
Precisamos renovar sempre, as ideias e as pessoas por que o ato de administrar não pode ser um trabalho meramente metódico. A sociedade precisa contar com os cidadãos sensíveis e responsáveis, com organizações da sociedade civil que se elevam à altura do desafio com engajamento cívico para alcançar o desenvolvimento e transformar a vida das pessoas.
Uma revolução virá, queiramos ou não, pois, não podemos mais alterar a sua inevitabilidade. E um mundo novo só pode ser construído em parceria com cidadãos responsáveis e o indivíduo pronto para entrar numa sociedade com outro indivíduo tem o direito e o dever de tomar informação sobre a vida privada do novo sócio, porque disso depende a confirmação dos compromissos de um para com o outro.
Numa amanhã de outono, no ano de 2004, treze avós indígenas, vindas do Alaska, América do Norte, Central e Sul, África e Asia, se reuniram em Nova York for 3 dias, com o objetivo lúdico de formar uma aliança global pelo bem da humanidade, para a abertura de uma nova era de compreensão para as questões básicas da saúde, uma era de amor e amizade entre os os povos, um modo de viver mais natural. Formou-se o Conselho Internacional de Treze Avós Indígenas, que representam uma aliança global de educação, oração e cura para a Terra, todos os seus habitantes, até as próximas sete gerações vindouras.Estão profundamente preocupadas com a destruição sem precedentes da natureza e a destruição de modo de vida dos indígenas. As avós realizam projetos que protegem as diversas culturas pelo mundo; medicamentos, linguagem e cerimonias de oração e projetos que educam e alimentam crianças.
Essas 13 avós estão em movimento permanente pelo mundo, marchando pela paz, pela preservação e sustentabilidade do modo indígena de viver, rezando pela restauração da paz em áreas de conflitos, compartilhando ensinamentos e profecias nas comunidades que visitam. Estiveram no Brasil, mais precisamente em Brasília em outubro do ano passado. Elas são em pessoas, a prece caminhando em nossa direção, com suas histórias inspiradoras de convivências tribais, inclusive guerras. O Conselho é a voz da sabedoria, uma voz só, única, melodiosa em espiritualidade, diversidade cultural, etinias; uma herança de igualdade, justiça e liberdade para todos. Apesar dos desafios e dos sofrimentos e sacrifícios experimentados, as 13 avós indígenas demonstram coragem suficiente para acreditar que apenas a liberdade pode sustentar a democracia, que apenas a justiça cura dá esperança e que igualdade de oportunidades para todos faz a paz prevalecer.
O princípio que as mantém juntas é a fé. Elas acreditam que foram guiadas para estarem juntas e para desenvolverem o trabalho que fazem. Acreditam que seus caminhos estão conectados entre todas as formas de fé e cultura, mas que são todas alimentadas pela mesma chama: o conhecimento dos ancestrais.
Dentre as 13 avós indígenas há duas brasileiras; Maria Alice Campos Freire, uma das mais velhas do grupo, presa política e exilada, que morou muitos anos na Europa e na África, onde encantou-se com as cerimônias de cura da alma. Anistiada, voltou ao Brasil e embrenhou-se na Floresta Amazônica , fundou o Centro Medicina da Floresta, que faz uso de plantas típicas da região para curar pessoas doentes. A comunidade é dedicada a trazer paz e felicidade para as pessoas, cuida de crianças e jovens a quem ensina preservar a floresta e de quem espera a continuidade do seu trabalho, através do conhecimento tradicional. Essa avó brasileira acredita que o sofrimento imposto pelo seu passado, tenha ajudado a abrir a sua espiritualidade.
A outra brasileira que compõe o Conselho das 13 Avos Indígenas é Clara Shinobu Iura, psicóloga, filha de migrantes japoneses,formada em filosofia pela USP, desde criança Clara queria ajudar os outros. Tinha visões freqüentes com o planeta em agonia e deixou que as portas de sua percepção fossem abertas e conviveu com pessoas de diferentes crenças e práticas espirituais, até que juntou-se a avó Maria Alice Campos Freire, na floresta amazônica.Clara, a avó brasileira, crê que as palavras proferidas pelas13 avós são bem recebidas pelos homens que governam o planeta e isso fará despertar a criança que existe em cada um deles, iluminando a experiência espiritual de cada um deles, para que possam reverter o curso da história.
O Conselho Internacional das 13 Avós Indígenas ( Aama Bombo, do Nepal , Takelma Band, Beatrice and Margaret Behan, Rita Pitka, Rita Long , Estados Unidos, Bernadette, do Gabão, Clara Shinobu e Maria Alice,do Brasil, Flordemayo, da Nicarágua, Julieta Cassimiro, do México, Tsering Dolma, do Tibet e Mona Polaca que serve as Nações Unidas), são mulheres pequenas, com amor imenso, com fé que pode promover mudanças e dar esperança para a próxima geração.
Falar da mulher através da história dessas 13 belas mulheres, que nos dias de hoje, oferecem suas preces para iluminar nossa consciência, é falar de uma pequena semente que está sendo plantada em nossos corações. Quando perguntadas o que são: bruxas, videntes, médiuns? Elas respondem: “ Somos mulheres sábias”.